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“Pra onde vai a educação se a política invadir a escola?”, questiona Miguel Nagib

Crédito: Mathias Jaimes/TV Servidor
Nas cadeiras da mesa do plenário da CMS no debate sobre o Escola sem Partido, um grupo de manifestantes lotou as galerias no recinto do Legislativo Municipal para interromper e impedir de forma intolerante os convidados do evento organizado pelo autor do projeto no âmbito municipal, vereador Alexandre Aleluia (DEM). Entre eles, estava o advogado Miguel Nagib, idealizador do ESP. Em sua apresentação, ele mostrou reprodução de perfis de redes sociais de alunos de escolas públicas e privadas do Brasil que são doutrinados política e ideologicamente por professores em sala de aula.
O projeto de lei que tramita na Câmara Municipal, na Câmara dos Deputados e no Senado sobre “Escola sem Partido” divide opiniões no país e se tornou objeto de uma Comissão Especial de Estudos federal. Os defensores da proposta declararam na audiência que “crianças e jovens estão sendo usadas como cobaias” para discutir questões político-partidárias e ideológicas em sala de aula.
O projeto que divide opiniões entre vereadores, sindicatos, professores e educadores é inspirado em um movimento criado pelo advogado Miguel Nagib, que teve a ideia do projeto quando sua filha chegou da escola dizendo que o professor de história havia comparado Che Guevara, um dos líderes da Revolução Cubana a São Francisco de Assis, um dos santos mais populares da Igreja Católica. “Estamos lidando em sala de aula com discussões sobre posições políticas, orientação sexual, gravidez na adolescência e até drogas. Não podemos deixar que nossos filhos se tornem cobaias de experiências sociais. Precisamos criar regras e deixar claro os deveres dos professores”, defende.
Nagib defende que a essência do projeto é que a Constituição Federal seja respeitada dentro dessas frações no território nacional que são as salas de aula. “A Constituição vigora em todo o país, inclusive, dentro das salas de aula e ela tem que ser respeitada”, defende Nagib.

Questionado pelo TV Servidor se é possível aprovar o projeto na Câmara diante da tamanha crise politica do governo Temer e o fato das pessoas estarem cada vez mais politizadas e ideologizadas, o coordenador do Escola sem Partido acredita que é possível e considera que o momento é oportuno.

“Imagine o que vai ser as eleições em 2018, o que vai ser das escolas neste período integral, a favor do Bolsonaro, contra o Bolsonaro, a favor do Lula, contra o Lula etc. Pra onde vai a educação se a política invadir a escola, se a escola for invadida pela política partidária? É por isso que o Brasil vem amargando os últimos lugares nos rankings internacionais sobre rendimento escolar”, argumenta Nagib.

Rafael Santana

 

Sobre Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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