Prefeitura de Salvador já capacitou mais de 600 mulheres em defesa pessoal

Uma ação da Prefeitura, realizada desde 2017 através de parceria entre a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e a Guarda Civil Municipal (GCM), já possibilitou a capacitação de mais de 600 mulheres em Salvador através do Curso de Defesa Pessoal, voltado exclusivamente para o público feminino. Na sexta-feira (8), foi a vez da formatura da turma formada por 20 servidoras da SPMJ, ocorrida na sede da GCM, na Avenida San Martin, dentro da programação pelo Outubro Rosa. 



A vice-prefeita e secretária de Governo (Segov), Ana Paula Matos, esteve presente na ocasião e avaliou que a iniciativa é de extrema importância, pois faz parte do ciclo de autonomia da mulher promovido pela Prefeitura. O conjunto de iniciativas ainda inclui ações de qualificação profissional e de instrução para o reconhecimento dos diversos graus de violência contra a mulher, através do Violentômetro – escala para a identificação do nível de violência sofrida, que vai da chantagem ao feminicídio.

“Aqui é uma proteção muito individual, onde a mulher aprende a melhor reação para evitar um tipo de assédio. Com movimentos simples e básicos, ela aprende a tirar o homem do seu eixo, sair da situação de risco, pedir socorro e se proteger, sem precisar usar a força”, destacou a vice-prefeita.

Também presente na ocasião, a titular da SMPJ, Fernanda Lordêlo, frisou que a pasta e a GCM possuem um termo de cooperação técnica e que uma dessas parcerias é o Curso de Defesa Pessoal, o que deu ensejo à retomada das aulas no Outubro Rosa. “Nessa primeira turma, são as técnicas dos Centros de Referência de Atenção à Mulher que estão sendo capacitadas para dialogar com a questão da violência e com as formas de segurança e proteção orientadas pela Guarda. Temos turmas agendadas até dezembro, das quais as mulheres assistidas pelo Centro de Referência farão parte”, informou.

Dinâmica – O coordenador de Ações de Prevenção à Violência (Cprev) da GCM, James Azevedo, explicou que cada uma das quatro aulas tem quatro horas de duração – são dois encontros teóricos e dois práticos. “O curso faz parte do programa de Prevenção à Violência no Cotidiano das Mulheres, da GCM. No primeiro encontro, abordamos os tipos de violência, seja física, patrimonial, psicológica e falamos das leis, como a Maria da Penha. No segundo, damos noções de primeiros socorros. Os dois últimos são de aulas práticas”, descreveu Azevedo.

Max Haack SECOM

Ele acrescentou que as técnicas de defesa pessoal ensinadas se inspiram em diferentes modalidades de artes marciais e se adequam para as situações de violência mais comumente vivenciadas pelas mulheres. A partir da segunda quinzena de novembro próximo, novas turmas serão abertas e divulgadas em breve.

Impacto – A assessora jurídica da SPMJ, Juciene Ferreira, foi uma das servidoras que fizeram o Curso de Defesa Pessoal. Ela afirmou que a motivação para participar das aulas surgiu pelo fato de que as mulheres sempre podem ser vitimadas pela violência, mesmo que não corram risco iminente. 

“Na parte teórica, há informações importantes para que as mulheres parem de reproduzir o machismo estrutural e tenham empatia e sororidade umas com as outras. E a gente também aprende técnicas que ensinam como um movimento de corpo pode nos livrar de um estrangulamento, um murro, uma facada”, concluiu.

 

 

 



Sobre Clara

Estudante de Letras, Clara Paixão auxiliou diversos autores conservadores em Recife e Carpina (PE). Amante da Liberdade, Clara entende que são preceitos básicos: direito irrestrito ao projeto de vida do próximo, direito à propriedade privada e livre mercado.

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