
Uma reunião conjunta das comissões de Defesa dos Direitos da Mulher, Educação, Reparação, Assistência Social e da Criança e do Adolescente teve como tema uma parceria da Câmara Municipal de Salvador com o Projeto “Hoje Menina, Amanhã Mulher”. O evento ocorreu na terça-feira (22), no Auditório do Edifício Bahia Center. Trata-se de um programa que desenvolve atividades voltadas para combater a situação de vulnerabilidade social de crianças e adolescentes do sexo feminino no Subúrbio Ferroviário.
“Este projeto visa apoiar meninas de comunidades periféricas em risco social. Eles desenvolveram uma metodologia de trabalho que tem tido êxito, e, inclusive, atualmente existem projetos similares no Pará e em Pernambuco”, afirma a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, vereadora Aladilce Souza (PCdoB). As vereadoras Marta Rodrigues (PT) e Cátia Rodrigues (PHS), e os vereadores Sílvio Humberto (PSB) e Sidninho (Podemos) participaram também da reunião.
Conforme a parlamentar, a “proposta desta reunião é que a Câmara venha a abraçar esta causa. Podemos intermediar, por exemplo, um diálogo com o Poder Público Municipal no sentido de incorporar esta metodologia na rede de ensino”.
Coordenadora do projeto, Lígia Margarida Gomes, afirmou que o programa é voltado para meninas na faixa etária entre 7 e 18 anos e desenvolve atividades nas áreas de cidadania; direitos humanos, sexuais e reprodutivos e empoderamento. “E ampliamos a sua visão cultural. Mostramos para essas crianças e adolescentes do Subúrbio que elas podem ser médicas, advogadas, promotoras etc”.
O Projeto “Hoje Menina, Amanhã Mulher” promove oficinas para as meninas no contraturno das aulas regulares. São atividades em quatro bairros: Lobato, Periperi, Fazenda Coutos, Tubarão e Paripe. Nestes bairros, realizamos parcerias com as escolas municipais e associações comunitárias”.
Unicef
Desde 2014 o projeto conta com a parceria do Fundo das Nações Unidas Para a Infância (Unicef). Presente à reunião, a coordenadora do Unicef na Bahia, Sergipe e Minas Gerais, Helena Oliveira, pontuou a importância do projeto para meninas “que convivem com situações como abusos sexuais e gravidez precoce”.
Ela se referiu também a esta situação onde os “ciclos são pulados”. Por isso, o projeto ressalta a importância se ser hoje menina e amanhã mulher.
Fonte: Secom/CMS
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