O Supremo Tribunal Federal (STF) entrou recentemente no centro das atenções com um julgamento que pode mudar o jogo político em Salvador. Já temos uma maioria de seis votos a favor de permitir apenas uma reeleição sucessiva para os cargos da mesa diretora da Câmara Municipal. O caso, conhecido como ADPF 959, está nas mãos do ministro Nunes Marques e o fim do julgamento está previsto para 20 de novembro.
O interessante aqui é o contexto: o ex-vereador e presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior, que agora é vice-governador da Bahia, fez alterações no Regimento Interno e na Lei Orgânica do Município. Essas mudanças abriram caminho para uma segunda recondução na presidência da Casa, na mesma legislatura, começando em 1º de janeiro de 2023. Mas o União Brasil, partido do prefeito Bruno Reis, não gostou nada disso e foi ao STF para questionar a legalidade dessa eleição.

A reviravolta veio quando Nunes Marques suspendeu uma nova eleição para o biênio 2023-2024, reconhecendo que o assunto perdeu o objeto com a eleição de Geraldo Júnior como vice-governador e sua renúncia ao mandato de vereador. Agora, quem está no comando da Câmara é Carlos Muniz, do PSDB.
Essa decisão do STF é crucial. Ela não só afeta a política local, mas também cria um precedente importante sobre como as reeleições dentro das câmaras municipais devem ser tratadas. Com a decisão final se aproximando, todos estão de olho para ver como essa história vai se desenrolar e quais serão seus efeitos a longo prazo na política de Salvador.
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