
Após o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivar, nesta quarta-feira (5), por 12 votos a 5, um processo contra o deputado federal André Janones (Avante-MG) por suposta quebra de decoro parlamentar, o plenário se transformou em um palco de confusão. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se desentendeu com Janones, resultando em tumulto e críticas dos opositores presentes.
Janones foi chamado de “rachador” e “covarde” por parlamentares como Nikolas Ferreira, Zé Trovão (PL-SP) e Pablo Marçal (PROS), candidato à Prefeitura de São Paulo.
A Polícia Legislativa teve que intervir para escoltar Janones para fora do plenário.
A decisão de arquivar o processo contra Janones foi baseada no parecer de Guilherme Boulos (PSOL-SP), aliado de Janones e candidato à Prefeitura de São Paulo. A sessão foi marcada pela presença de parlamentares bolsonaristas que discursaram contra Janones e Boulos. Durante a sessão, Boulos e Marçal chegaram a discutir, com Boulos acusando Marçal de ser um “coach picareta”.
Janones foi acusado de “rachadinha” após áudios de 2019 serem divulgados, onde ele supostamente pedia que assessores devolvessem parte de seus salários. Em seu voto, Boulos argumentou que Janones não era parlamentar no momento da gravação, o que inviabilizaria a quebra de decoro parlamentar. No entanto, o áudio sugere que Janones já estava no exercício do mandato, o que gerou controvérsia e críticas sobre a decisão do Conselho de Ética.
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