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A Polícia Civil de São Paulo confirmou que a BMP perdeu sozinha R$ 541 milhões após um ataque hacker envolvendo fraudes via Pix. O golpe, considerado “o maior da história” pelas autoridades, aconteceu na madrugada do dia 30 de junho e teve como peça-chave João Nazareno Roque, funcionário da C&M Software, empresa que conecta bancos e fintechs ao sistema do Banco Central.
Roque confessou que recebeu R$ 15 mil para vender logins e senhas, permitindo que criminosos acessassem sistemas sigilosos e movimentassem milhões sem despertar alerta imediato.
O crime foi descrito como “fraude de alta complexidade”, e os investigadores já conseguiram bloquear R$ 270 milhões em contas bancárias e mais R$ 15 milhões em criptoativos. O prejuízo total pode chegar a R$ 800 milhões. Segundo o DEIC, o ataque não causou danos ao Banco Central nem ao sistema financeiro nacional. “Eles se passavam pela empresa vítima, o BMP, dizendo que estavam enviando pix para outras empresas”, afirmou o delegado Renan Topan.
A polícia agora busca os demais envolvidos e continua rastreando os valores.
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