
A revista Veja deste final de semana expôs um cenário inédito para o PT na Bahia: pela primeira vez, um governador petista chega perto do período de reeleição sem liderar as pesquisas e com taxa de desaprovação superior a 50%, segundo o Paraná Pesquisas.
O desgaste é tão grande que nos bastidores já se cogita que Jerônimo Rodrigues desista de tentar renovar o mandato para dar lugar ao retorno de Rui Costa, atual ministro da Casa Civil.
O PT nega a troca, mas aliados admitem que o cenário é desconfortável e pode gerar rupturas.
A maior ameaça vem do PSD, principal aliado do PT na Bahia, que comanda 115 prefeituras. O senador Ângelo Coronel já avisou que, se for “rifado” da chapa, pode migrar para o campo de ACM Neto, que lidera as intenções de voto com mais de 50% e articula uma frente ampla de direita com PP, União Brasil, Republicanos, PL e PSDB.
Uma ruptura dessa aliança, segundo analistas, poderia ser o golpe fatal na fortaleza petista no Nordeste e abrir caminho para um colapso eleitoral que atingiria até Lula em 2026.
Em diversas entrevista, o ex-prefeito ACM Neto se mostra extremamente crítico à petezada baiana: “Depois de vinte anos do PT na Bahia, sendo quatorze com governos do PT em Brasília, a faca e o queijo na mão, o estado tem os piores índices do Brasil em áreas essenciais”.
A própria matéria da Veja ressalta que, se o PSD romper com o PT, a candidatura governista pode desmoronar antes mesmo de começar, e que o clima da disputa será tão acirrado quanto um clássico Bahia x Vitória.
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