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Um alerta feito pelo ex-capitão do BOPE Rodrigo Pimentel, uma das principais referências brasileiras no debate sobre segurança pública, voltou a colocar a escalada da violência na Bahia no centro da discussão política. Pimentel, coautor de Elite da Tropa, ex-comentarista de segurança e consultor especializado, analisou em vídeo nas redes sociais a concentração das cidades mais violentas do país na Bahia e no Ceará.
Clique aqui e assista ao vídeo > https://www.instagram.com/reel/Dcek8FvxXqu/?igsi=aXFucDh4dGxtcGw2
A autoridade de Pimentel no tema é reconhecida inclusive no Senado Federal: em requerimento apresentado à CPI do Crime Organizado, ele foi descrito como “um dos maiores especialistas em segurança pública do Brasil”. “O que aconteceu nesses dois estados?”, questionou o ex-BOPE, antes de afirmar: “A Bahia não era tão violenta assim há 20 anos”.
Os dados mais recentes reforçam a gravidade do cenário baiano. O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com informações de 2025 e divulgado em 2026, coloca cinco municípios da Bahia entre os dez com maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais do Brasil: Eunápolis, em 2º lugar, com 85,1 mortes por 100 mil habitantes; Porto Seguro, em 4º, com 71,2; Simões Filho, em 5º, com 68,1; Jequié, em 6º, com 67,4; e Juazeiro, em 10º, com 55,8.
A Bahia também aparece com 36,8 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, segunda maior taxa entre os estados, atrás apenas do Amapá. No Atlas da Violência 2026, que utiliza outra metodologia e dados de 2024, a Bahia também permanece entre os piores resultados nacionais e reúne seis das dez cidades com maiores taxas de homicídios estimados.
O contraste histórico é o ponto central levantado por Pimentel. A Bahia é administrada pelo PT ininterruptamente desde janeiro de 2007, primeiro com Jaques Wagner, depois Rui Costa e, desde 2023, Jerônimo Rodrigues.
Dados históricos do Ipea mostram que, em 2003, a Bahia registrava taxa de aproximadamente 15,9 homicídios por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional de 28,8 daquele ano; em 2024, o Atlas da Violência apontou taxa oficial de homicídios de 40,9 por 100 mil habitantes no Estado, uma das maiores do país. Os levantamentos pertencem a períodos e edições metodológicas diferentes e, isoladamente, não permitem atribuir todo o crescimento a um partido político, mas evidenciam uma transformação profunda do mapa da violência durante o período em que o PT permaneceu à frente do governo estadual.
“Pense nisso”, repetiu Pimentel ao comparar o cenário atual com o de duas décadas atrás.
A posição da Bahia nos rankings nacionais mantém a segurança pública como um dos maiores desafios do Estado. O próprio Fórum Brasileiro de Segurança Pública relaciona a concentração da violência no Nordeste à expansão e às disputas territoriais de facções criminosas, além de fatores institucionais e socioeconômicos. Para Pimentel, porém, o resultado exige responsabilização política: “cobre o seu governo”.
Depois de quase duas décadas de administrações petistas, os números colocam Jerônimo Rodrigues diante de uma pergunta que deve permanecer no centro do debate eleitoral: como a Bahia chegou ao ponto de concentrar metade das dez cidades mais violentas do Brasil?
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