
A crise em torno do Caso Banco Master ampliou a pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal e reacendeu discussões sobre responsabilização de ministros. Nos bastidores do Congresso e nas redes, cresce o debate sobre um eventual pedido de impeachment de Dias Toffoli, em meio a questionamentos sobre a permanência do caso no STF e sobre a imagem da Corte diante de sucessivas revelações envolvendo o sistema financeiro e autoridades.
A avaliação de parlamentares e analistas é que, para preservar a instituição, explicações precisam ser dadas de forma clara e pública.
No centro do desgaste também está Alexandre de Moraes, que negou publicamente ter se encontrado com o empresário Daniel Vorcaro e com o ex-presidente do BRB em Brasília. A defesa de Vorcaro também negou qualquer reunião, apesar de reportagens apontarem encontros e relações que levantaram dúvidas.
O episódio ganhou ainda mais repercussão após colunistas do portal Metrópoles relatarem reuniões em imóveis ligados ao banqueiro, versões que seguem sendo contestadas pelos citados.
Paralelamente, vieram à tona informações de que o Banco Master pagou R$ 5 milhões a um escritório de advocacia ligado ao ministro Ricardo Lewandowski, já no exercício do cargo (graças à relação de Jaques Wagner e Rui Costa com lobistas da Credcesta baiana), o que ampliou o mal-estar institucional e alimentou cobranças por apuração rigorosa. Embora não haja condenações, o volume financeiro e o contexto das relações reforçaram a pressão por transparência total e afastamento de qualquer suspeita de conflito de interesses.
Diante desse cenário, o presidente do Supremo, Ministro Edson Fachin já afirmou que o Caso Master tende a deixar o Supremo, por não haver justificativa para a permanência na Corte.
Para críticos do STF, o episódio simboliza um ponto de inflexão: ou a instituição se preserva com respostas firmes e apuração ampla, ou seus ministros seguem no centro de uma crise que abala a confiança da população.
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