Reprodução Twitter
A farra dos descontos ilegais nos benefícios de aposentados, que movimentou R$ 6,3 bilhões e prejudicou mais de seis milhões de pessoas, foi descoberta pela imprensa e não pelo governo Lula, como petistas tentaram fazer crer. Quem revelou o escândalo foi o jornalista Luiz Vassalo, após meses enfrentando resistência do próprio INSS, então comandado por indicados de Lula, que se recusavam a fornecer os dados.
Só depois de muita pressão, a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal, compostas majoritariamente por servidores concursados, foram obrigadas a agir.
Entre 2022 e 2024, o número de associações com autorização para descontar mensalidades de aposentados subiu de 21 para 36. Durante esse período, o faturamento mensal saltou de R$ 85 milhões para R$ 250 milhões, com associações como a Amar Brasil e a Ambec liderando o esquema de filiações fraudulentas. A AMBEC, por exemplo, saltou de 38 mil para 650 mil filiados em apenas um ano, faturando R$ 30 milhões por mês e transferindo mais de R$ 16 milhões para empresas do Grupo Total Health, ligado à Precisa Medicamentos, alvo de escândalos anteriores.
Documentos mostram que o ministro Carlos Lupi foi alertado em junho de 2023 sobre o aumento das fraudes, mas levou quase um ano para agir. Enquanto isso, Lula manteve Alessandro Stefanutto na presidência do INSS, até ser forçado a afastá-lo após a operação da PF em abril de 2025.
Como de costume, quando não conseguiu abafar o escândalo, o lulismo tentou se apropriar da investigação para faturar politicamente, num roteiro já conhecido desde 2014.
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