
O Datafolha confirmou o que o Brasil já sente: 40% dos eleitores reprovam o governo do ex-presidiário Lula, mantendo o pior índice desde o início do mandato. A crise dos “roubos de velhinhos” no INSS (que desviou mais de R$ 6 bilhões segundo a PF) paralisou qualquer chance de melhora na imagem do petista. O governo até tentou culpar Bolsonaro, mas o esquema seguiu até o ano passado, com Lula no poder e Carlos Lupi na Previdência. “Foi uma reação lenta e confusa”, reconhecem aliados.
A comparação direta entre Lula e Bolsonaro em oito áreas centrais expõe ainda mais o fracasso do petismo. Em segurança pública, 46% dizem que Lula é pior. Na inflação, 50% acham que ele fracassa no controle de preços. No combate à pobreza e na saúde, que já foram vitrines da esquerda, o empate técnico virou vexame.
“Lula é pior do que aquele que ele chamava de genocida na campanha”, resumiu um dos dados mais simbólicos da pesquisa.
Outro foco da rejeição atende pelo nome de Janja. A primeira-dama é vista como prejudicial ao governo por 36% dos brasileiros. “Ela atrapalha mais do que ajuda”, dizem 49% dos que têm ensino superior. De participações diplomáticas vexatórias a interferências na agenda do presidente, Janja virou um dos maiores passivos do Planalto. E não é machismo: os próprios aliados reclamam do protagonismo exagerado da socióloga sem mandato.
Enquanto Lula aposta em velhas fórmulas, o Brasil vê um governo sem rumo, que coleciona escândalos e divide responsabilidades com os próprios aliados. O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 136 municípios e confirmou o que as ruas já mostram: “a corrosão de imagem já está em curso” e o PT afunda nas próprias contradições.
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