
A Ilha de Itaparica, conhecida como “paraíso turístico”, vive hoje um contraste duro com a realidade descrita por moradores e autoridades: o avanço da “disputa do tráfico” em áreas antes associadas apenas ao descanso e ao lazer.
Reportagem do Correio aponta que pontos estratégicos da ilha passaram a registrar confrontos, intimidação e controle territorial por facções, afetando a rotina de quem mora ali e afastando visitantes. Dados oficiais da Secretaria da Segurança Pública indicam que a região metropolitana e o Recôncavo concentram parte relevante dos registros de crimes violentos letais nos últimos anos, com impacto direto em destinos turísticos tradicionais.
Enquanto o discurso oficial insiste em normalidade, comerciantes relatam queda no movimento e moradores falam em medo constante, sobretudo à noite. Levantamentos de órgãos públicos mostram que a Bahia segue entre os estados com maiores índices de violência letal do país, e a ilha acaba virando mais um símbolo desse impasse: beleza natural de um lado, ausência de controle efetivo do outro.
O resultado é uma área que deveria gerar renda, emprego e desenvolvimento, mas que hoje aparece nas manchetes pelo crescimento do crime organizado e pela insegurança.
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