Reuters
Daniel Noboa, filho de um dos homens mais ricos do Equador, conquista a presidência do país aos 35 anos, com 52,2% dos votos. O libertário assume o cargo em um cenário marcado pela violência política e promete enfrentar a crescente insegurança e o aumento da influência dos cartéis de drogas. Ele derrotou a candidata Luisa González, representando uma alternativa ao “correísmo”, que obteve 47,7% dos votos.
Noboa assume o cargo com a difícil tarefa de lidar com o aumento da violência no país, que se tornou evidente após o trágico assassinato do presidenciável Fernando Villavicencio por narcotraficantes durante um comício em agosto. Durante a campanha, tanto Noboa quanto seus adversários votaram usando coletes à prova de balas e estavam acompanhados por guarda-costas armados, clamando pelo fim da violência em uma nação com 16,9 milhões de habitantes.
O novo presidente governará o Equador por quase 17 meses, até o final do mandato do presidente de direita Guillermo Lasso, que convocou eleições antecipadas para evitar um impeachment devido a acusações de corrupção pelo Congresso. A campanha eleitoral foi marcada pela violência política, com oito candidatos assassinados, incluindo Fernando Villavicencio.
Daniel Noboa se comprometeu a combater o crime e os cartéis de drogas, pois os homicídios quadruplicaram no país entre 2018 e 2022, atingindo 26 por cada 100 mil habitantes. Especialistas alertam que esse número pode subir para 40 este ano, com gangues ligadas a cartéis mexicanos e colombianos disputando o mercado de drogas e usando prisões como centros logísticos, resultando em confrontos mortais que custaram a vida de mais de 460 detentos desde 2021.
O libertário faz parte da terceira geração de uma família de empresários multimilionários de Guayaquil. Seu avô, Luis Noboa Naranjo, foi considerado o homem mais rico do Equador e fundou a Exportadora Bananera Noboa. Seu pai, Álvaro Noboa Pontón, expandiu o negócio, controlando uma rede multinacional de empresas sob o Grupo Noboa.
Apesar de sua experiência política limitada, Noboa enfrentará um mandato complexo como o presidente mais jovem da história do Equador. Ele assume o cargo em meio a desafios significativos, incluindo a luta contra a violência e a criminalidade, além de questões econômicas e sociais prementes. O país acompanhará de perto seu desempenho nos próximos anos, enquanto ele busca cumprir suas promessas de um “Novo Equador”.
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