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Cinco dias depois da morte de Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, a viúva Érica Nascimento apareceu em um vídeo emocionado para agradecer o apoio recebido e revelar qual será sua prioridade daqui para a frente: proteger os dois filhos do casal, uma menina de 9 anos e um menino de 4. “Meu foco agora está nas crianças. Não é fácil perder um pai”, declarou. A filha mais velha presenciou parte da ocorrência e, segundo Érica, tenta consolá-la pedindo: “Mãe, não chora”.
Érica e Leonardo viveram juntos por 11 anos. Léo começou vendendo lanches em uma bicicleta, depois passou a trabalhar de motocicleta e, pouco antes de morrer, realizou o sonho de abrir o próprio estabelecimento em São Cristóvão. Agora, além do luto e da luta por respostas, a família enfrenta a incerteza sobre o futuro do negócio que ajudava no sustento da casa.
“Eu ainda não tenho cabeça para pensar nisso. Preciso recalcular a minha vida”, afirmou a viúva ao dizer que não sabe quando conseguirá reabrir a lanchonete.
O desabafo aumentou a cobrança sobre o governador Jerônimo Rodrigues. Em entrevista exibida pela TV Aratu, um amigo de Léo questionou quem garantirá o sustento da esposa e dos filhos e defendeu que o Estado receba a família para discutir assistência e eventual indenização.
A reivindicação não representa uma decisão judicial nem uma comprovação antecipada de responsabilidade dos policiais, mas revela a preocupação concreta de uma comunidade que perdeu um trabalhador e agora olha para duas crianças privadas da presença e do apoio do pai.
Jerônimo afirmou, no dia seguinte à morte, que a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e a Corregedoria da Polícia Militar já estavam acompanhando os familiares e oferecendo assistência. O governador também anunciou o afastamento dos policiais envolvidos, a análise das imagens das câmeras corporais e uma apuração rigorosa.
Até o momento, porém, as manifestações públicas consultadas não detalham se o suporte inclui acompanhamento psicológico das crianças, assistência social, orientação jurídica, ajuda financeira emergencial ou alguma medida voltada à continuidade do pequeno negócio da família.
Ao pedir que a população “não solte sua mão”, a viúva deixa uma cobrança que chega diretamente ao Palácio de Ondina: além de esclarecer como Léo morreu, o Estado precisa mostrar o que está fazendo para que seus filhos não sejam abandonados depois da tragédia.
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