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Secretário de Comunicação de Jerônimo Rodrigues, Marcus di Flora aparece no escândalo do Mensalão e CPI dos Correios

Wuiga Rubini GOVBa

O novo secretário de Comunicação do governo Jerônimo Rodrigues (PT), Marcus Vinícius di Flora, tem um histórico que poucos baianos conhecem e que precisa ser exposto. Em 2005, ele foi investigado pela CPI dos Correios, aquela que desvendou o escândalo do Mensalão, um dos maiores esquemas de corrupção da história do Brasil, comandado pelo PT no governo Lula.

Di Flora foi convocado para explicar possíveis interferências da Secom em licitações públicas. À época, ele era o número dois da Secretaria de Comunicação do governo federal, diretamente abaixo de Luiz Gushiken.

O nome de Marcus aparece nas anotações de Karina Somaggio, ex-secretária de Marcos Valério, apontado como operador do esquema. Ela relatou quatro encontros entre Valério e Flora em 2003, incluindo jantares e reuniões em Brasília e BH. Segundo Karina, Valério chegou a deixar um motorista particular à disposição do então tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

Um presente também chama atenção: uma caneta Mont Blanc entregue a Marcus, supostamente doada depois ao Fome Zero. Um detalhe simbólico que mostra a promiscuidade entre o setor público e interesses privados no governo petista.

Mesmo com essa nuvem pesada, Flora seguiu bem dentro da estrutura do PT. Foi condenado pelo Tribunal de Contas da União a pagar multa de R$ 30 mil por irregularidades em contratos de publicidade enquanto chefiava a Secom. Mais tarde, o próprio TCU o inocentou no Acórdão 413/2012. Mas o rastro de suspeitas já estava deixado: influência direta da Secom em editais de estatais, como Correios e Banco do Brasil, favorecendo agências ligadas a Valério.

Em seu depoimento à CPI, Flora negou ter feito qualquer negociação com Delúbio, embora tenha admitido encontros frequentes com o ex-tesoureiro e com o próprio Valério, “para conhecer a nova política de comunicação do governo”.

Os ex-presidentes dos Correios, no entanto, atribuíram à Secom de Flora a responsabilidade pelos contratos milionários de publicidade.




O mais curioso é que, mesmo com esse passado, Flora agora é premiado com um cargo de destaque na Bahia, pelas mãos de Jerônimo Rodrigues, o governador mais mal avaliado da história recente do estado. O PT, mais uma vez, mostra que recompensa quem está disposto a jogar seu jogo, mesmo que isso custe a confiança da população.

A comunicação oficial do estado, que deveria ser transparente, fica agora sob comando de alguém com passagem direta pelo núcleo do Mensalão.

A pergunta que fica é: por que esse nome? O que representa Marcus di Flora na comunicação do governo da Bahia? A resposta talvez esteja nas páginas antigas da CPI, onde a mistura entre publicidade estatal e interesses partidários virou regra.




Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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