
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), “admitiu” nesta quarta-feira que os episódios de truculência praticados pela Polícia Militar da Bahia são “herança histórica”. O “governador” ressaltou que o governo petista tem 20 anos, enquanto a PM baiana possui cerca de 200 anos de existência.
“Estamos falando de 20 anos de governo… mas nós temos 200 de uma Polícia Militar existente sempre no mesmo modelo. Que é esse modelo em alguns momentos, inclusive lá atrás, da truculência…”.
Segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado, em Salvador e Região Metropolitana da capital, foram mortas 324 pessoas em 85 chacinas nos últimos três anos.
Mesmo ao reconhecer o número, Rodrigues rejeitou responsabilidade direta de seu partido na escalada da violência: “É um número que eu tenho que enfrentar… Nós estamos enfrentando para justamente a polícia fazer as correções devidas, respeitando naturalmente os direitos humanos, mas também oferecendo as condições de trabalho.”
A fala contudo alimenta críticas da oposição, que afirma que o petista está longe de reverter o estado de emergência em segurança pública e que o clima de violência extrema transformou a Bahia num paraíso para os bandidos mais violentos do país.
O eleitorado baiano, segundo pesquisas recentes, expressa forte insatisfação: há quem aponte Jerônimo Rodrigues como o pior governador da história da Bahia e afirme que a Bahia não aguenta mais 4 anos sob seu comando.
Para muitos, cada declaração de Jerônimo Rodrigues torna-se munição para a oposição.
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