
A prisão de Nicolás Maduro nos Estados Unidos abriu um vazio de poder inédito em Venezuela e acelerou uma disputa silenciosa sobre quem manda no país a partir de agora. Segundo acusações formais do Departamento de Justiça dos EUA, o chefe do regime responde por crimes como narcotráfico internacional, terrorismo e lavagem de dinheiro, em investigações que apontam vínculos com o cartel de Los Soles.
Dados oficiais do próprio regime indicam que mais de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015, enquanto a inflação acumulada chegou a níveis históricos, com o PIB encolhendo mais de 75% em uma década… números reconhecidos por organismos internacionais e confirmados por relatórios da ONU e do FMI.
Nos bastidores, Washington já sinaliza que pode dialogar com autoridades remanescentes para garantir uma transição controlada. O senador Marco Rubio afirmou que os EUA “podem trabalhar com o atual governo” se houver compromisso real com eleições livres e ruptura com o narcotráfico.
A leitura é clara: sem Maduro, o eixo Caracas–Havana perde sustentação, pressionando também Cuba, que depende do petróleo venezuelano para sobreviver.
Analistas internacionais apontam que a queda do ditador enfraquece a engrenagem autoritária regional e abre espaço para uma reconfiguração política no norte da América do Sul, com impacto direto no crime organizado e nas alianças ideológicas do continente.
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