Crédito: Rafael Santana/TV Servidor
A Câmara aprovou por unanimidade em sessão ordinária realizada na tarde de quarta-feira (27), o projeto de lei nº 473/17, encaminhado pelo Executivo, que concede reajuste de 2,5% os vencimentos para um grupo de professores da rede municipal dos cargos efetivos do Grupo Magistério, retroativo a 1º de setembro. O aumento não contempla os professores contratados pelo REDA e nem os aposentados. O projeto passou pela Casa, mesmo sob protestos de um grupo de docentes que acompanhou a votação pelas galerias do plenário.
O projeto de lei 04/2017, de autoria do Executivo, dispõe sobre a remuneração dos servidores pertencentes ao quadro permanente do grupo ocupacional magistério da administração direta municipal.
Os professores compareceram à sessão e protestaram contra o projeto ao contestarem a tese de reajuste pelo Executivo. Mesmo assim, os vereadores, no entanto, aprovaram a proposta.
A oposicao votou favorável ao projeto do Executivo, apesar de considerar que deveria haver avanço no debate para não dar mais prejuízo à categoria. Os oposicionistas acrescentaram que a medida não contempla os profissionais e pode gerar impacto na qualidade da educação na rede municipal.
Categoria
A APLB Sindicato não concorda com o projeto aprovado e afirma que o texto contempla apenas uma pequena parcela da categoria e retira profissionais em regime de REDA e aposentados. Os professores exigem o reajuste com a reposição das perdas inflacionárias, o pagamento do piso salarial nacional e o cumprimento do plano de carreira dos servidores da educação.
A categoria defende que a proposta aprovada pelo Legislativo Municipal não indica reajuste, mas apenas uma correção de tabela salarial previsto em lei.
“Isso não é reajuste salarial. Esse projeto é apenas o cumprimento da lei do nosso plano de carreira, que é a mudança de referência que equivale a 2,5%. Não é reajuste, porque não remunera as perdas inflacionárias, além disso, deixa de fora os aposentados e os professores REDA. Não consideramos isso um reajuste salarial. A prefeitura interpreta como reajuste, mas nós não interpretamos como reajuste. O que nós queremos é que o Executivo atenda a reivindicação dos trabalhadores da Educação, não só da educação, mas de todos os servidores, de recuperação das perdas salariais. E para a educação, temos a recuperação da tabela de acordo com o piso salarial profissional nacional em que a nossa tabela está defasada em relação ao custo aluno/qualidade”, pontua Elza Melo, diretora da APLB Sindicato.
“A prefeitura de Salvador nos deve demais em relação a questão do reajuste salarial. Além disso, tem a mudança de nível dos professores que há dois ou três anos estão emperradas e que não há publicação das mudanças de nível. Os professores se qualificam e não recebem de acordo com a sua qualificação. Se o prefeito tem dinheiro em caixa, porque que ele não dá reajuste salarial para os servidores? Porque não atende as reivindicações dos trabalhadores da educação? Essa é a pergunta que a gente faz ao prefeito de Salvador. A gente quer que o povo de Salvador saiba a situação da educação que há no município de Salvador. Nós queremos ser valorizados e termos uma educação de qualidade”, finaliza a sindicalista.
Rafael Santana
Marcelo Guimarães Filho aposta no melhor ano do PSDB na Bahia, projeta crescimento da legenda…
João Henrique diz que servidores ainda demonstram carinho por sua gestão em Salvador, relembra seu…
Luizinho Sobral e Carlos Muniz Filho reúnem mais de 600 lideranças em Salvador, projetam força…
O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) encerrou nesta segunda-feira (7), feriado da Independência…
André Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da PF após apontar suposto monitoramento ilegal contra…
Uma onda azul se espalhou por diferentes regiões da Bahia e tem levado milhares de…
This website uses cookies.