
Assumir a comunicação do governo Lula é um desafio que poucos encarariam de bom grado. Sidônio Palmeira, o novo responsável pela Secom, precisa lidar com uma gestão marcada por baixa popularidade e críticas constantes.
Mesmo com ajustes e tentativas de melhora, a imagem do governo não convence quem não faz parte do eleitorado fiel ou não carrega uma visão nostálgica das primeiras gestões petistas.
As ações mais divulgadas, como a retomada do Minha Casa, Minha Vida e a chamada defesa da democracia, têm pouco impacto real no dia a dia da população. Já projetos como o arcabouço fiscal e a reforma tributária, mesmo aprovados, seguem distantes de gerar resultados concretos. Com isso, o governo luta para vender uma ideia de competência e resultados que não encontra eco na realidade enfrentada pelos brasileiros.
Sidônio herda, ainda, um histórico complicado na comunicação institucional. Sob o comando de Paulo Pimenta, a Secom não apenas falhou em construir uma narrativa forte para o governo, como ainda viu seu maior feito ser a tentativa de lançar uma licitação bilionária barrada pelo TCU.
Agora, a tarefa de reverter o desgaste recai sobre os ombros de Sidônio, que precisa de mais do que campanhas publicitárias para enfrentar a oposição organizada nas redes sociais.
A popularidade de Lula segue em queda, e a base de apoio começa a mostrar sinais de desgaste. Sem resultados práticos que melhorem a vida do brasileiro, as promessas do governo perdem força. Para Sidônio, a missão de mudar a percepção pública da gestão é quase um milagre – uma batalha contra uma rejeição consolidada e uma oposição que encontra na insatisfação popular o combustível para suas críticas.
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