
O vereador Sílvio Humberto (PSB) considera que a greve geral que ocorreu na última sexta-feira (28) reflete a preocupação da população brasileira diante das reformas previdenciária e trabalhista.
Para o vereador, os protestos são uma forma e uma maneira da população dizer não a esse governo “golpista” que retira direitos através das reformas da Previdência, Trabalhista e da Lei da Terceirização.
“Ou a gente se organiza, se envolve ou nós vamos perder tudo”, disse Sílvio.
Para o socialista, o desmonte começou com a PEC que ele classifica como “fim do mundo”, que estabeleceu o teto dos gastos públicos, sobretudo, na área da educação e da saúde sob o argumento ou pretexto de promover um ajuste fiscal.
“Quem está pagando é quem não deveria pagar essa conta que são os trabalhadores e as trabalhadoras. Eles querem que os trabalhadores paguem isso com retirada de direitos que nós não aceitamos. Para onde é que nós temos que ir? Para as ruas. Toda mobilização foi necessária na sexta-feira nos diversos pontos que os trabalhadores e trabalhadoras desse país pararam porque seus direitos estão sendo retirados. A gente precisa dizer um não e dar um basta. A melhor forma de dar um basta neste momento é dando todo apoio a greve geral”, apóia o socialista.
Sobre o fato da CUT estar envolvida nas delaçoes da Odebrecht e se a greve-geral na sexta-feira foi o ponta-pé inicial de apoio aos partidos políticos ligados ao PT pelo fortalecimento da candidatura do ex-presidente Lula em 2018, o vereador Sílvio Humberto considera que esse tipo de declaração é tipica de quem não conhece a história de luta no país.
“Os movimentos sociais não precisam pedir a benção de ninguém para ir para às ruas. É fato. O país está com 14 milhões de desempregados e só fato de ter 13, 14 milhões de desempregados, não é o momento para ir pras ruas? Se não fazemos nada, eles vão continuar aumentando e favorecendo o grande capital. É uma demonstração legítima de força que são as ruas. Eu não penso outra forma de lutar que não seja nas ruas. Essa é uma forma de se fazer mobilização política. Como é que se faz isso? É mobilizando, envolvendo as pessoas, conversando e quem dá ese tipo de declaração é quem está com medo dessa mobilização. Em todo o país, nos estados e municípios, as pessoas estão se mobilizando para dizer não porque essa é uma reforma da Previdência que não atende os interesses do trabalhador. É uma reforma que visa resolver um problema que ataca com profundidade o trabalhador, querendo igualar o trabalhador rural do trabalhador urbano; as mulheres aos homens. É um contrassenso e um retrocesso do ponto de vista civilizacional que regride de patamar civilizacional. Ou nós vamos pras ruas e nos mobilizamos ou vamos achar que o problema do nosso país se resume a corrupção. E a corrupção é um dos pontos que tem que ser resolvido com a polícia, com a justiça. Eles estão usando esse mote para retirada de direitos para fazer a reforma da Previdência, a PEC dos gastos, a reforma trabalhista em que o acordado vai se sobrepor ao legislado, a terceirização que já foi aprovada. No momento em que a classe trabalhadora está fragilizada com o desemprego. Como diz a música, ‘quando se perde o seu trabalho, fica sem a sua honra’. Se não vamos pras ruas defender os seus direitos e a noite aprova uma coisa e, simplesmente, não faz nada, na medida em que não fazemos nada para dar um basta nessa reação de uma visao reacionária conservadora é tipico de quem está com medo da mobilização. Não dá para ignorar as vozes quem vem das ruas”, afirma Sílvio Humberto.
Rafael Santana
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