
O Haiti vive um colapso humanitário sem precedentes. O Programa Mundial de Alimentos alertou que os estoques de comida só duram até o fim de julho, deixando 5,7 milhões de haitianos – quase metade da população – em risco direto de fome.
A ONU aponta o país como um dos cinco mais críticos do mundo nesse cenário, junto com Gaza, Sudão, Sudão do Sul e Mali. Com 85% da capital controlada por gangues e mais de 1,3 milhão de pessoas já forçadas a fugir de suas casas, a violência armada segue se espalhando para cidades como Mirebalais, Saut-d’Eau e Petite Rivière, que teve mais de 92 mil pessoas deslocadas só neste semestre.
Segundo a ONU, mais de 1.600 haitianos foram mortos só nos primeiros três meses deste ano.
A situação se agrava com a chegada da temporada de furacões, o colapso da assistência internacional e o risco real de interrupção das eleições prometidas para 2026. “Sem financiamento e acesso imediatos, milhões de pessoas continuarão em perigo”, diz a diretora da OIM.
Enquanto isso, iniciativas como a do padre Massimo Miraglio tentam manter algum fôlego com ações locais que vão desde a alfabetização até o cultivo de feijão. Mas sem ajuda urgente, “essa crise vai crescer ainda mais”.
Hoje, menos de 10% do apelo da ONU foi atendido por doadores internacionais, e o país caminha para um ponto sem retorno.
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(Com informações do Vatican News e ONU)
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