
Um terremoto de magnitude 7,4 transformou parte do oeste da Colômbia em um cenário de destruição e já deixou ao menos 164 mortos. Nesta terça-feira (11), bombeiros, militares, policiais e voluntários entraram no segundo dia de buscas por sobreviventes em prédios e casas destruídos pelo tremor registrado na manhã de segunda-feira (10). Cali, Pereira, Manizales e municípios do departamento de Chocó estão entre as áreas mais atingidas, enquanto equipes trabalham contra o tempo para alcançar pessoas que ainda podem estar presas sob os escombros.
A dimensão da tragédia aparece com mais força em Cali, onde ao menos 85 pessoas morreram, segundo o balanço mais recente da Reuters. Pereira registra 66 mortes e outras 13 foram contabilizadas em Chocó, região próxima ao epicentro.
Em Cali, parte dos andares superiores de um hospital desabou, deixando pacientes presos e obrigando cerca de 600 pessoas a receber atendimento na rua. Imagens das áreas atingidas mostram edifícios reduzidos a concreto e ferro retorcido, enquanto moradores e socorristas removem destroços até com as próprias mãos.
O Serviço Geológico Colombiano classificou o episódio como o terremoto mais forte registrado no país no século XXI. O USGS apontou profundidade de aproximadamente 107 quilômetros, e pelo menos 21 réplicas já haviam sido identificadas até a noite de segunda-feira. Aeroportos de cidades como Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura tiveram operações suspensas para inspeções, enquanto Cali e outras localidades adotaram toque de recolher diante de relatos e temor de saques.
O governo colombiano também mobilizou forças de segurança e declarou situação nacional de emergência.
A tragédia reacende ainda a memória dos grandes terremotos que marcaram a história colombiana. Em dezembro de 1979, um sismo de magnitude 8,1, seguido por um tsunami no Pacífico, deixou mais de 250 mortos, cerca de 15 mil feridos e aproximadamente 200 mil pessoas sem moradia; ondas chegaram a atingir cinco metros em algumas áreas costeiras. Já o terremoto de 1999 na região cafeeira matou mais de mil pessoas. O desastre de 2026 ainda está em evolução, e autoridades e equipes de emergência trabalham com a expectativa de que o número de vítimas possa aumentar à medida que áreas destruídas sejam acessadas.
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