
O desabamento do teto da Igreja São Francisco de Assis, no Pelourinho, causou a morte de uma turista de 26 anos e deixou outras cinco pessoas feridas na tarde desta quarta-feira (5). O acidente aconteceu por volta das 14h40, e equipes do Corpo de Bombeiros, Samu e Polícia Militar foram acionadas para o resgate.
A vítima fatal foi identificada como Giulia Panchoni Righetto, natural de Ribeirão Preto (SP). Ela estava acompanhada de amigos quando parte do forro da igreja desabou, não conseguindo escapar a tempo.
A tragédia mobilizou autoridades e reforçou a preocupação com a manutenção dos monumentos históricos de Salvador. O diretor da Defesa Civil, Sosthenes Macedo, afirmou que a área foi interditada e que notificações foram enviadas ao Iphan, órgão responsável pela preservação do patrimônio. “Estamos realizando a notificação para que as providências cabíveis sejam tomadas”, declarou.
Considerada a “Notre Dame brasileira”, a Igreja São Francisco de Assis é uma das mais importantes construções barrocas do país. Segundo a pesquisadora Helenita Monte de Hollanda, o forro que desabou continha pinturas do século XVIII feitas por Frei Jerônimo da Graça. “A riqueza de esculturas é fora de série. Não podemos perder essas peças”, lamentou.
Na Câmara de Salvador, o acidente foi o principal tema da sessão ordinária do dia. O vereador Maurício Trindade (PP) afirmou que o legislativo municipal está à disposição para ajudar no que for necessário. Cláudio Tinoco (União), da Comissão de Atenção ao Centro Histórico, foi até o local avaliar os danos. Já o vereador Silvio Humberto (PSB) enviou uma mensagem de solidariedade às vítimas.
O prefeito Bruno Reis também se manifestou, prestando solidariedade e garantindo que a Prefeitura de Salvador está acompanhando a situação. “Desde o primeiro momento, a Defesa Civil e demais órgãos estão no local prestando assistência. Seguiremos trabalhando para minimizar os impactos dessa tragédia”, afirmou.
O Departamento de Polícia Técnica foi acionado e dará início às investigações sobre as causas do desabamento. Ainda não há informações sobre a real situação estrutural da igreja e se outras áreas correm risco de colapso.
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Está visível que foi falta de manutenção o que se vê por fora é a beleza natural, mas por dentro está a ferida corroendo pelo cupim e outras pragas e não é só ela que está nesse contexto a maioria das igrejas não só de Salvador mas de todo o Brasil não tem manutenção constante. Fica o alerta pra ver como está a igreja do Bomfim, pois lá o número de fiéis é bem maior fica alerta precisa fazer uma vistoria em toda sua estrutura pra evitar um acidente maior.