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Tiago Correia minimiza disputa sobre paternidade do metrô de Salvador

Crédito: Mathias Jaimes/TV Servidor

Após defender a participação da prefeitura na viabilização do metrô de Salvador, o vereador Tiago Correia (PSDB) minimiza a disputa sobre paternidade das obras e investimentos do modal na capital baiana.

“Essa discussão não cabe por sabermos que o metrô é financiado por quase na sua totalidade por recursos federais, apesar de ter sido uma iniciativa do municipio na gestão do então prefeito Antonio Imbassahy à época. Acho que discutir a paternidade não cabe e estão tentando usar isso de maneira eleitoreira, colocando placas enormes dizendo que é obra tamanho G quando, na verdade, se sabe que é uma obra com recurso federal que, em nenhum momento, a União vem explorando isso na mídia e nem fazendo propaganda e alarde. No momento em que o ministro vem fazer uma visita, a gente ver as pessoas do governo do Estado extremamente incomodadas por conta de uma visita do ente que está patrocinando a obra. A gente ver que, realmente, existe muita política e muita politicagem pelo meio. A gente fica triste com isso, mas, na verdade, deveríamos estar pensando na população que vai ser sim assistida pelo metrô”, disse Correia.

O vereador voltou a ressaltar a participação da prefeitura ao destacar a intervenção da administração do prefeito ACM Neto como algo  importante pra viabilizar o metrô.

“No momento em que ele era oposição ao governo federal e não sofrer o que o prefeito Imbassahy sofreu e o que João Henrique sofreu, que foi o não repasse das verbas federais por está diante de governos antagonicos, o governo federal do PT, realmente, travou todos os recursos da maneira que pode, inclusive inviabilizando empréstimos que seriam recursos pra viabilizar obra. A marca que o governo do PT deixa no metro, realmente, é desviar o trecho que, originalmente, iria ate Cajazeiras para atender uma população enorme que precisa do transporte e transfere o metrô para o canteiro central da paralela, onde a gente sabe que não existe uma densidade de pessoas para serem transportadas e nao existe a necessidade de implantação do sistema do metrô em uma avenida com bastante espaço onde poderia ser construído outro tipo de modalidade muito mais barata e mais rápida, a exemplo do BRT como existe em Bogotá, que seria uma obra muito mais rápida e muito mais barata e fácil de implementar. Hoje, se pensa em um sistema de integração para trazer esses passageiros de ônibus para obrigar a eles usarem o metrô.

Com base nisso, o vereador considera que o tipo de modelo de mobilidade implantado vai se tornar muito caro e, por conta disso, defende um sistema de integração que gere menos impacto aos usuários e ao poder público. “Não sabemos se é um sistema que se auto sustenta. Provalmente, terá que ser um sistema financiado pelo poder público, ou seja, mais dinheiro público sendo jogado fora e, realmente, acho que vai se preciso muita conversa para entender e desenvovlver esse sistema de integração, de forma que cause menor impacto ao usuário que vai ter que mudar a sua rota, como também um menor impacto ao governo que vai ter que bancar essa conta”, opina.

O vereador aponta também o problema da definição e da divisão da fatia do bolo sobre a tarifa. “Essa divisão dessa tarifa vai depender muito de como vai ser esse sistema de integração”, disse.

O fato do ministro das Cidades, Bruno Araújo, ter comentado que os investimentos no metrô de Salvador representa uma obra tamanho GG como provocação política ao que governo do Estado defende de obra tamanho G, o psdbista disse que isso é do jogo político. “É buscar um pouco provocar o outro, mas faz parte do jogo”, comenta.

Frota de ônibus

O vereador esclarece que houve um Termo de Ajuste e Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público do Estado (MPE) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para repactuar a idade média da frota de ônibus, uma vez que “houve um desequiíbrio na composição pelo fato do sistema de transporte enfrentar dificuldade financeira por conta da formulação feita para essa proposta”. Correia esclarece ainda que a proposta está sendo estudada pelos entes para reformular o que foi feito anteriormente.

Já o vereador Carlos Muniz, defende a necessidade de uma nova licitação. “Isso não existe. Deve haver uma nova licitação”, rebate Muniz.

Rafael Santana

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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