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“Tivemos problemas na definição do candidato”, diz Rui Costa sobre o resultado das eleições municipais em entrevista ao jornal GGN

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O governador Rui Costa (PT) fez um breve balanço das eleições municipais com a derrota da candidata Alice Portugal (PCdoB) em entrevista concedida ao jornal GGN. Para o petista, o modo de escolha do candidato do governo foi um dos fatores que contribuíram para o resultado.

“ACM Neto conseguiu uma grande vitória em Salvador. Tivemos problemas na definição do candidato. Tentei Olivia, do PCdoB, negra, que foi nossa secretária. Mas o PCdoB preferiu Alice Portugal, cujo histórico político foi sempre como deputada estadual lutando em favor dos servidores e não discutindo a cidade”, declara ao acrescentar que ACM Neto levou vantagem nas eleições diante dos pontos negativos da gestão anterior.

“Sempre que um prefeito assume, sucedendo um gestor mal avaliado, ele sobe rapidamente. ACM Neto sucedeu o prefeito João Henrique, que foi um desastre completo. ACM Neto assumiu nessas condições, elevou o IPTU em 3 mil por cento e ficou com caixa para obras. ACM Neto está cercado pelos Menudos, jovens empresários de Salvador que estão enriquecendo rapidamente”, critica.

Ainda sobre as eleições, o governador ressaltou a importância de o candidato estar sempre na rua e próximo ao povo, o que não teria acontecido com Assis (PT), em Conceição do Coité, e Fernando Haddad (PT), em São Paulo. “Estou na rua o tempo todo. Em um ano e dez meses, foram 206 viagens ao interior, visitando 130 municípios, 209 escolas. Em toda viagem, visito a escola local”, conta.

Sobre os pleitos eleitorais nos demais municípios do Estado, Rui comentou também um assunto que tem dividido opiniões de aliados: a relação com os prefeitos do interior.

De acordo com o petista, estão sendo implantados modelos regionais de consórcios para infraestrutura e saúde. “Cada prefeitura, isoladamente, não consegue equipamentos. Formamos 16 consórcios de infraestrutura, todos com equipamentos para manutenção de estradas, máquinas para fazer aguadas e sistemas de águas”, explica.

“Na saúde adotamos o modelo de política regional para atendimento especializado. Estamos convencendo prefeitos a transformar seus hospitais municipais em policlínicas regionais para garantir atendimento. No passado, houve um modelo de multiplicação de pequenos hospitais, de 20 a 50 leitos sem nenhuma resolutividade, mal funcionando sequer como UPA, mas consumindo montanhas de recursos”, completou, informando ainda que foram iniciadas quatro das 11 policlínicas planejadas. Neste modelo, o governo arca com 100% do investimento e 40% do custeio.

O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), participou também da entrevista e falou sobre o financiamento de campanha e sobre o momento atual do PT.

“Quem é militante continuará olhando o PT como alternativa. Quem tem mandato, especialmente parlamentar, estará pensando mais na sua sobrevivência política. São dois mundos diferentes”, opinou, e disse que “a militância quer que o PT seja o partido da justiça social”. Ainda na visão de Wagner, o ex-presidente Lula “nunca foi de esquerda, sempre foi um socialdemocrata”.

“A militância considera que o partido não deve mais ‘fazer aliança com ladrão’, acabar com as coligações e voltar a ser partido clássico de oposição. No entanto, fazer aliança com ladrão permitiu marca social forte”, defende.

Quanto ao financiamento de campanha, que não pode mais ser realizado por empresas, o petista acredita que a mudança na lei favorece a corrupção. “O financiamento de campanha, tal como aprovado pela Justiça, favorece fundamentalmente o crime organizado, o jogo de bicho, os agiotas e outros setores que trafegam no submundo do dinheiro”, pensa.

Foto: Marco Aurélio Martins/Agência A Tarde

Sobre Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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