
Um tornado atingiu o município de Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, no fim da tarde desta quinta-feira (6), em meio à formação de um forte ciclone extratropical entre o território gaúcho e o Uruguai. O fenômeno foi confirmado pela Defesa Civil e ocorreu por volta das 17h15, associado a uma supercélula… tempestade de grande intensidade com movimento de rotação. Imagens do funil avançando sobre a área rural rapidamente ganharam as redes sociais.
Segundo o levantamento mais recente, o tornado provocou destelhamentos e danos em uma estrutura usada no manejo de gado, na região da Pedreira do Matarazzo. Até o início da noite, pelo menos oito municípios gaúchos já haviam comunicado estragos causados pelo temporal, incluindo queda de árvores, casas danificadas, alagamentos e prejuízos provocados pelo granizo.
A força do sistema também foi registrada pelas estações meteorológicas. As rajadas chegaram a 92,5 km/h em Alegrete, enquanto Jaguarão teve ventos de 87,3 km/h e Quaraí registrou 80,5 km/h. Em apenas seis horas, Quaraí acumulou 40,2 milímetros de chuva. Em Uruguaiana, telhados foram arrancados e árvores caíram sobre muros de residências; Caçapava do Sul registrou alagamentos em 12 imóveis.
Diante do agravamento das condições, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta vermelho de grande perigo para tempestades no Rio Grande do Sul. O aviso indicava possibilidade de chuva superior a 60 milímetros por hora, ventos acima de 100 km/h e queda de granizo.
A Defesa Civil apontou maior risco nas regiões Sul e Sudoeste, incluindo áreas próximas a Uruguaiana, Alegrete, Bagé, Pelotas e Rio Grande.
Meteorologistas explicam que o ciclone deve passar por um processo rápido de intensificação, conhecido como bombogênese, expressão que popularizou o termo “ciclone-bomba”. A pressão no centro do sistema pode cair cerca de 28 hectopascais em 24 horas, acima do parâmetro usado para caracterizar uma ciclogênese explosiva. Apesar do nome assustador, o centro do ciclone não deve avançar sobre o Brasil: ele seguirá para o oceano, mas provocará impactos indiretos, como ventania, temporais severos e forte agitação marítima.
O risco ainda não terminou. A previsão indicava tempestades com rajadas acima de 90 km/h durante a madrugada, principalmente no Norte, Nordeste e Litoral Norte gaúcho. Na sexta-feira (7), a instabilidade deve avançar por Santa Catarina e Paraná, enquanto o ciclone se afasta para alto-mar.
A orientação é permanecer em local seguro, evitar áreas abertas, não se abrigar sob árvores e acionar a Defesa Civil pelo número 199 ou os bombeiros pelo 193 em situações de emergência.
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