
Encarar sete dias de trabalho durante o Carnaval de Salvador é uma maratona que exige cuidados com a saúde. Para fazer acontecer a maior festa de rua do planeta, que vai de 28 de fevereiro a 5 de março, milhares de trabalhadores atuam, dia e noite, dentro e fora dos circuitos. São ambulantes, cordeiros, vendedores, médicos, enfermeiros, servidores públicos, profissionais de imprensa, gestores públicos, músicos, motoristas, guardas civis, bombeiros e militares. Essas são apenas algumas das muitas categorias que “suam a camisa” para fazer a folia acontecer.
De acordo com a Prefeitura, uma operação especial envolvendo 10 mil colaboradores, de diversos órgãos municipais, foi montada para organizar e gerir a folia. Servidores das 17 secretarias e autarquias participam ativamente da organização do Carnaval. Entre os colaboradores estão os 20 agentes de fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), que atuam no combate à poluição sonora durante a festa. O trabalho consiste em verificar se os trios elétricos estão em cumprimento com a legislação em vigor, que estabelece o limite de 110 decibéis para esta atividade. Além dos trios, os profissionais também monitoram o som emitido por camarotes e palcos montados em bairros.
A coordenadora de fiscalização sonora da Semop, Márcia Cardim, afirma que se prepara durante todo ano para encarar a maratona de trabalho no Carnaval. Ela conta que chega a percorrer o trajeto do Circuito Dodô (Barra/Ondina) – cerca de 4,5km – três vezes em um mesmo dia. “Subimos e descemos fiscalizando. Chegamos a trabalhar mais de 12 horas, o tempo todo. Além de atuar nas ruas, temos que ficar atentos as demandas e denúncias vindas pelo 156, Ministério Público e Prefeituras Bairro”, explica.
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