
O governo brasileiro suspendeu a emissão de novos vistos de trabalho temporário para a BYD, multinacional chinesa que está construindo uma unidade em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após 163 trabalhadores chineses serem resgatados em situação análoga à escravidão. O grupo, contratado pela empresa terceirizada Jinjiang, foi identificado como vítima de tráfico internacional de pessoas.
Os vistos suspensos são do tipo Vitem V, direcionados a profissionais qualificados para atividades específicas no país. O Ministério Público do Trabalho (MPT) e outros órgãos federais conduzem as investigações, que revelaram condições de exploração laboral nos alojamentos dos trabalhadores.
Apesar de questionar as provas, a BYD e a Jinjiang assumiram compromissos como garantir hospedagem, documentos essenciais e auxílio para o retorno de alguns resgatados à China. Uma nova audiência está marcada para o dia 7 de janeiro, quando as empresas devem apresentar um termo de ajuste de conduta.
A medida preventiva do Ministério das Relações Exteriores visa esclarecer as denúncias antes de permitir a entrada de novos trabalhadores para a BYD. A empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil, responsável pela obra, negou envolvimento direto nas irregularidades.
O caso reacendeu o debate sobre as condições de trabalho em grandes projetos no Brasil, principalmente em empresas estrangeiras.
O Ministério Público Federal (MPF) também solicitou compartilhamento de provas para avaliar medidas penais contra os envolvidos. Enquanto isso, o futuro da expansão da BYD na Bahia depende dos desdobramentos das investigações e do cumprimento dos compromissos firmados.
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