
A traição do PT ao senador Ângelo Coronel deixou de ser bastidor e virou escândalo público nos quatro cantos da Bahia. Coronel tomou conhecimento de que estava fora da chapa majoritária pelos jornais, rádios e portais de notícias. Em nenhum momento foi procurado por Rui Costa, Jaques Wagner ou pelo governador Jerônimo Rodrigues para discutir uma saída política. O recado foi dado pela imprensa… e isso diz muito sobre como a petezada trata aliados quando eles deixam de ser úteis.
O resultado da exclusão forçada foi imediato. Prefeitos, vereadores e militantes do PSD passaram a se afastar do governo, ampliando o desgaste de Jerônimo Rodrigues, que já enfrenta rejeição elevada no interior e dificuldades claras de articulação política.
Segundo dados do TSE, o PSD é hoje um dos partidos com maior capilaridade municipal na Bahia, com centenas de mandatos espalhados pelo estado, uma base que agora se sente traída “por tabela” pelo PT.
Sem conseguir segurar o estrago, Jerônimo passou a oferecer “milhares de opções” para evitar um confronto em duas frentes: de um lado ACM Neto, do outro Angelo Coronel com apoio de prefeitos ressentidos. O problema é que falta ao governador o essencial para esse tipo de negociação: diálogo, liderança e carisma.
O episódio do PSD escancara um governo politicamente incompetente, incapaz de costurar acordos e que vive apenas de palanque, promessas e assédio político.
Coronel, por sua vez, deixou claro que sua divergência não é com Otto Alencar, apesar das negociações feitas pelo presidente do PSD na Bahia. O conflito é com o PT, que tentou empurrá-lo para a condição de suplente enquanto Rui Costa exigia a vaga e Wagner se recusava a abrir mão da sua.
As declarações recentes de Coronel em entrevista ao Antena 1, chamando o partido de “guloso” e afirmando que não está “mendigando espaço”, reforçam uma realidade antiga: o PT não negocia, impõe. É poder pelo poder, custe o que custar.
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