
A delação que envolve o ex-deputado federal Uldurico Júnior trouxe à tona um enredo grave dentro do sistema prisional baiano, com relatos de reuniões com traficantes dentro de presídio e discussões sobre crimes fora das grades.
O depoimento cita encontros realizados dentro do Conjunto Penal de Eunápolis, onde teriam sido tratadas negociações ligadas ao crime organizado, levantando suspeitas sobre o nível de influência de grupos criminosos dentro das unidades.
O ponto mais sensível da delação envolve a ex-diretora do presídio de Eunápolis, conhecida como “Duas Rosas”, que teria conversado com Uldurico sobre supostas práticas dentro da Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (SEAP). De acordo com o depoimento, há menções a possíveis acobertamentos de fugas e facilitação de ações criminosas, o que, se confirmado, indicaria falhas graves na gestão do sistema penitenciário. As conversas citadas no material investigativo reforçam a suspeita de articulação entre agentes públicos e integrantes do crime.
As denúncias ainda estão em fase de apuração e não há condenações até o momento, mas o caso já provoca forte repercussão política e jurídica na Bahia. Autoridades acompanham o avanço das investigações, que podem trazer novos desdobramentos sobre a atuação de figuras públicas e o funcionamento interno das unidades prisionais do estado.
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