
Após as notícias sobre novas denúncias relacionadas à Operação Lava Jato veiculadas pela imprensa no inicio da noite de quinta-feira (18), que envolvem o presidente Michel Temer e o dono da JBS, Joesley Batista, a Câmara Municipal de Salvador decidiu cancelar a sessão solene especial em homenagem ao vice-prefeito Bruno Reis com a entrega da Medalha Thomé de Souza no plenário da Casa, que será agendada em uma nova data a ser definida.
Conforme noticias veiculadas primeiramente pelo Jornal O Globo, a denúncia é que donos da empresa de produção de carnes JBS, Joesley e Wesley Batista, entregaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) supostas gravações que apontam que o presidente Michel Temer está envolvido em esquema para evitar um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal do presidente cassado da Câmara e ex-deputado Eduardo Cunha. O assunto tende a dominar os debates em Plenário durante esta semana no Legislaivo Municipal.
Vereadores da base do governo e da oposição devem discutir esta semana sobre a crise política em Brasília após as denúncias que envolvem o presidente da República.
A expectativa é que os trabalhos na Câmara Municipal não sejam comprometidos diante da crise política que ferve o país.
Em pronunciamento em rádio e televisão, o presidente da República, Michel Temer, anunciou que não renunciará ao cargo. O Supremo autorizou hoje a abertura de inquérito contra Temer para apurar declarações dos donos do grupo J&F, que controla o frigorífico JBS e outras empresas.
O escândalo que levou a crise política em Brasilia repercute também entre os vereadores no plenário da Câmara durante esta semana sob vários aspectos. A dúvida e a insegurança dos próximos dias serão grandes. Os parlamentares esperam que todos os episódios que tramitam na Justiça, em especial na Lava Jato, sejam apurados com o rigor da lei.
Os vereadores devem discutir, entre outras questões, avaliar se o diferencial da delação feita pelos empresários da JBS é que houve uma comprovação material do crime.
Apesar de considerar que o momento é de muita gravidade para o Brasil, os parlamentares, em sua grande maioria, apoiam a Lava Jato, mas a questão que deve ser discutida é se a tese de que a investigação era seletiva para atingir determinado partido ou não.
Os vereadores vão defender que Michel Temer deve deixar a Presidência. Ele não renunciou para não perder o foro privilegiado. Os oposicionistas defendem a renúncia e a convocação de eleições diretas para a Presidência da República.
Para a oposição, a delação da JBS, revelada pela mídia, comprova o envolvimento de Michel Temer em atos criminosos. Os integrantes da bancada devem criticar o pronunciamento do presidente da República e esperam o seu afastamento do cargo.
Os vereadores lamentam o momento político atual e vão criticar o fato de Michel Temer não ter renunciado à Presidência. Os parlamentares de oposição entendem que, após as denúncias apresentadas pelo dono da JBS, o chefe do Executivo nacional não tem mais credibilidade para permanecer no cargo.
Partidos de oposição no Congresso Nacional protocolaram novo pedido de impeachment do presidente da República, Michel Temer. O pedido se soma a outros já apresentados. O total de requerimentos apresentados após a delação já chegava a oito. Caberá ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, analisar a admissibilidade dos pedidos. O assunto deve dominar o debate em plenário nesta semana.
O pedido de impeachment tem respaldo na Constituição, já que o presidente é suspeito de improbidade e obstrução da Justiça.
As denúncias são graves e a população merece saber o que de fato aconteceu, pois a mudança está nas mãos de todos os brasileiros.
Os discursos dos vereadores serão para exigir providências urgentes diante do grave momento por que passa o Brasil. Os legisladores acompanham todo o desenrolar dos fatos, pedindo medidas para o restabelecimento da democracia.
Na opinião de vereadores da oposição, Michel Temer deve se afastar da Presidência da República para o bem do País e da democracia. Neste momento, para os oposicionistas, as reformas estão prejudicadas e devem ser congeladas, pois não há mais clima para o debate.
Para uma grande maioria, Michel Temer não tem mais condições de governar o País, após as denúncias da JBS.
Para os vereadores da oposição, somente a eleição direta vai tirar o país da crise. Conforme os oposicionistas, o parlamento precisa reagir e não deve aceitar que um governo envolvido em corrupção queira impor reformas que retiram os direitos dos trabalhadores. Eles defendem o afastamento imediato de Michel Temer e apoiam a realização de eleições diretas pois, no seu entendimento, somente o voto popular pode dar legitimidade a um programa governamental.
No entendimento dos opositores, é preciso afastar o presidente Michel Temer da Presidência. Eles esperam que sejam convocadas eleições diretas para que o País volte a ter um presidente legitimamente eleito.
Na avaliação de alguns legisladores, após as denúncias concretas, o presidente Michel Temer não tem mais condições de continuar no poder. Eles acusam o atual governo de piorar a situação econômica e aumentar os índices de desigualdades. Eles defendem eleições gerais para mudar não só o presidente, mas todo o Parlamento.
Eles devem defender a renúncia de Michel Temer e acreditam que o País precisa de alguém que tenha a capacidade de unir a nação e tirar o Brasil da crise, agravada, conforme os demais, com a notícia da delação da JBS.
Vereadores devem bater na tecla de que a situação política do atual governo ficou insustentável. Por isso, os vereadores da oposição devem convocar a população para mobilização geral a favor de eleições diretas e contra as reformas trabalhista e previdenciária.
Muitos deles manifestam apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a realização de eleições gerais e diretas. Eles avaliam que só com um novo congresso e um novo presidente será possível tratar com seriedade e profundidade as mudanças necessárias para o País.
Eles entendem que, diante da gravidade da crise política, a Câmara dos Deputados tem a possibilidade de se reconciliar com o povo com a retirada de Michel Temer da Presidência da República e a realização de eleições diretas. Eles reafirmam a necessidade de o Congresso Nacional recuperar valores como a democracia e a representatividade.
Eles avaliam que, em momentos difíceis, como o atual, cabe ao Congresso e aos outros Poderes manter o cuidado e a parcimônia, para o bem do País. Conforme o parlamentar, o governo Temer assumiu sem legitimidade política e agora, com a delação da JBS, perde a legitimidade ética.
Eles esperam que, caso Michel Temer seja afastado, o Parlamento esteja presente para dar as soluções que o Brasil precisa.
Rafael Santana
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