A sucessão estadual já começou a ferver nos bastidores e o próprio Jerônimo Rodrigues tratou de jogar gasolina ao afirmar que o nome do vice “não está definido”, anulando o anúncio feito por Jaques Wagner logo após o Carnaval. A declaração abriu espaço para uma disputa aberta entre Rui Costa, Otto Alencar e o MDB de Geddel Vieira Lima. PSD e Avante pressionam por espaço, alegando que manter Geraldo Júnior seria “temeridade”, já que ele “não tem capacidade de agregar nada eleitoralmente” e a chapa já estaria excessivamente concentrada no PT.
Nos corredores da Assembleia, o nome de Ivana Bastos surge, mas ela mesma diz ser mulher de “cumprir missão” e avançaria somente com aval de Otto Alencar.
Do outro lado, Rui Costa articula para emplacar Ronaldo Carletto na vice, amigo pessoal e com estrutura financeira e política relevante. A movimentação gerou reação imediata: Wagner tentou antecipar a chapa com Geraldo Jr., mas Jerônimo voltou do exterior e desautorizou.
O medo do MDB de perder espaço fez Geddel publicar que torce pela reeleição de Wagner e ainda elogiou Angelo Coronel, hoje aliado de ACM Neto, dizendo: “Esse vai dar trabalho. Gosto dele”.
Nos bastidores, o próprio governador já admite que, apesar do apreço pessoal, sabe que o vice “perdeu relações importantes” desde 2022 e não ajudaria numa reeleição que, segundo pesquisas recentes divulgadas por institutos como Paraná Pesquisas, aponta cenário competitivo na Bahia.
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