
As declarações do apresentador Mário Kertész e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), dadas nesta terça-feira (07), na rádio Metrópole FM, reacenderam o debate sobre a violência na Bahia. Kertész disse que se sente “injuriado” ao ouvir que o estado é um dos mais violentos do país e criticou inclusive baianos que repetem esse discurso. Já o governador afirmou que “não torce para que outros estados tenham índices piores” e citou a “movimentação do crime organizado” como um fator que muda de região conforme a pressão policial.
Apesar do incômodo exposto na entrevista, os números mais recentes mostram um cenário preocupante. Dados da própria polícia apontaram 258 mortes violentas em fevereiro apenas em Salvador e região metropolitana.
Além disso, levantamentos como o Atlas da Violência e o Anuário Brasileiro de Segurança Pública colocam a Bahia entre os estados com maiores taxas de homicídios do país, com presença recorrente entre as cidades mais violentas do Brasil.
Durante a conversa, Kertész também criticou lideranças políticas locais que reforçam a percepção de insegurança, classificando isso como “irresponsabilidade”. Ele ainda comparou a situação da Bahia com a do Rio de Janeiro, mencionando operações policiais mais letais em outros estados.
Jerônimo Rodrigues seguiu a mesma linha, questionando esse tipo de abordagem e sugerindo que ações violentas não são solução para o problema.
O debate, no entanto, esbarra diretamente na realidade vivida pela população. Casos de assaltos, mortes de trabalhadores, execução de jovens e ataques contra policiais seguem sendo registrados com frequência no estado.
Bahia Notícias Salvador Política Futebol Portal de Notícias TVS1