
Enquanto o “governador” Jerônimo Rodrigues cumpria agenda internacional na Ásia junto ao descondenado Lula, quem deu a palavra final sobre a chapa governista de 2026 foi o senador Jaques Wagner. Em evento político no interior do estado, Jaquinho confirmou que Geraldo Júnior será novamente candidato a vice, antecipando uma definição que vinha sendo tratada nos bastidores.
A movimentação é vista como demonstração de que Jaques Wagner, Geddel Vieira Lima e Adolpho Loyola mandam e desmandam dentro do grupo governista, especialmente porque o próprio Jerônimo havia evitado cravar a decisão publicamente.
Nos bastidores, a leitura é de que a definição passou por cima de articulações locais que vinham sendo costuradas com lideranças como Zé Ronaldo e Zé Cocá. Ambos foram alvo de gestos políticos do Palácio de Ondina nos últimos meses, mas ficaram fora da composição majoritária.
O movimento contra Zé Ronaldo e Zé Cocá reacendeu discussões sobre o histórico de rompimentos dentro da base, lembrando episódios envolvendo Angelo Coronel, João Leão, Lídice da Mata e Marcelo Nilo, que em momentos distintos deixaram o grupo após traições petistas.
Outro ponto que chamou atenção foi a presença do ex-ministro Geddel Vieira Lima no entorno das articulações. Mesmo fora de mandato, Geddel tem peso no Governo da Bahia.
O anúncio também expôs um ruído interno envolvendo o secretário Adolpho Loyola, que já havia sinalizado publicamente a permanência de Geraldo Júnior como vice. À época, o governador evitou confirmar a informação. Agora, com a declaração de Wagner, o que antes era especulação virou definição oficial, consolidando a chapa governista antes mesmo do calendário eleitoral de 2026 ganhar ritmo mais intenso.
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