
A possível compra da Warner Bros. pela Paramount, que voltou a repercutir no mercado, ganhou um ingrediente político e bilionário que está chamando atenção no mundo inteiro: o envolvimento de Jared Kushner, genro de Donald Trump, apontado como um dos investidores interessados no negócio.
Segundo a Folha, Kushner estaria ligado ao fundo que mira assumir o controle do conglomerado, numa operação que pode ultrapassar 20 bilhões de dólares e redesenhar completamente o mapa do entretenimento global. A movimentação ocorre num momento em que Hollywood vive sua maior crise em décadas, com a queda histórica das bilheterias, que despencaram quase 30% desde 2019, e com a pressão das plataformas de streaming por conteúdo exclusivo.
A discussão ficou ainda mais quente depois que a Netflix precisou desmentir rumores sobre a “morte do cinema” caso o acordo avance, afirmando que Hollywood continuará sendo um polo essencial para produções de grande escala.
Se a fusão sair, será o maior reposicionamento do setor desde a compra da Fox pela Disney, em 2019. Para muitos analistas, o movimento é uma tentativa de salvar dois gigantes atolados em dívidas e enfrentar concorrentes que cresceram demais na última década. Se a Warner e a Paramount realmente se unirem, o impacto será imediato no Brasil, onde a Warner Media mantém contratos com canais pagos, plataformas e distribuidoras que atingem milhões de assinantes.
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