
A pesquisa Quaest/Genial revelou o que já se comentava nos bastidores: Lula está em queda livre na Bahia, e isso ameaça diretamente o futuro do PT no estado. Pela primeira vez, a desaprovação do presidente ultrapassou a aprovação, colocando aliados em alerta. Se em 2022 a força de Lula impulsionou Jerônimo Rodrigues, agora o jogo virou.
Sem um padrinho político forte, o governador pode se tornar apenas um figurante em 2026. Para piorar, ACM Neto já aparece numericamente à frente nas intenções de voto, reforçando o clima de incerteza dentro do Palácio de Ondina.
Diante do cenário desastroso, a estratégia petista foi apostar na velha tática das fake news. Governistas tentaram espalhar boatos de que ACM Neto desistiria da disputa pelo governo da Bahia para concorrer a deputado federal. Mas o tiro saiu pela culatra. No dia seguinte, a pesquisa revelou que Neto já lidera a corrida contra Jerônimo, escancarando o desespero petista. A tentativa de desviar o foco da crise de Lula só resultou em mais constrangimento para o partido.
Se a popularidade de Lula desaba, a gestão de Jerônimo segue o mesmo caminho. Nenhuma das áreas pesquisadas – educação, infraestrutura, segurança, saúde – chegou a 50% de avaliação positiva. Segurança e saúde, inclusive, aparecem como as piores áreas, com índices de reprovação de 39% e 38%, respectivamente. Além disso, a percepção de que a Bahia está pior do que outros estados subiu de 43% para 49%. Ou seja, a população já sente os efeitos de um governo fraco e ineficiente.
A situação não é crítica apenas em Salvador, onde a ponte Salvador-Itaparica e o VLT continuam no papel. No interior, o descaso petista também é evidente. Em Vitória da Conquista, a duplicação da Avenida Presidente Vargas se tornou um símbolo do abandono. A obra, iniciada em 2022 como vitrine eleitoral de Jerônimo, continua inacabada e sem previsão de conclusão. Após cinco prazos descumpridos, a população já ironiza a intervenção como “a obra de 3 quilômetros que já dura três anos”.
Enquanto Lula ignora a realidade e Jerônimo tenta se segurar na corda bamba, a Bahia dá sinais de que quer mudança. A verticalização que favoreceu o PT em 2022 pode ser a mesma que vai afundar o partido em 2026. Sem Lula forte, Jerônimo não passa de um coadjuvante de luxo em um projeto petista que perde cada vez mais espaço.
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