
A Bahia entrou de vez no centro do escândalo envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após relatório da Polícia Federal revelar uma trama de tensão, vigilância e suspeita de espionagem em Trancoso, no litoral sul do estado.
A PF analisou dados extraídos do iPhone 17 Pro de Vorcaro e encontrou mensagens que mostram a preocupação do banqueiro com pessoas, carros e aeronaves perto de sua propriedade baiana, avaliada em cerca de R$ 280 milhões.
O ponto que chama atenção é o episódio de um helicóptero que teria sobrevoado a casa de Vorcaro em Trancoso por cerca de 40 minutos. Irritado, Vorcaro acionou Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão, apontado como braço operacional do grupo e citado no relatório como alguém que recebia mesada de R$ 1 milhão para cumprir ordens.
A partir daí, a investigação aponta que houve tentativa de descobrir quem alugou a aeronave e quem estava a bordo.
A PF também identificou suspeita de acesso ilegal a documentos sigilosos. De acordo com o relatório, Felipe Mourão teria obtido um ofício interno do Ministério Público Federal enviado à empresa Rotorfly Táxi Aéreo, responsável por prestar explicações sobre o voo em Trancoso.
Para os investigadores, o caso mostra uma possível infiltração em sistemas e órgãos públicos, já que o documento teria sido acessado antes mesmo de sua formalização completa.
O caso, que já era nacional por envolver o Banco Master, agora ganha peso regional porque coloca a Bahia, especialmente Trancoso, no mapa das apurações. Além da mansão milionária no sul do estado, a PF também apura conexões financeiras, políticas e jurídicas ligadas ao grupo, incluindo suspeitas de movimentações bilionárias, obstrução de investigação e acesso indevido a sistemas internos da própria Polícia Federal.
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