
A Operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), abriu uma nova frente de pressão sobre o governador Jerônimo Rodrigues. Entre os investigados alcançados pelas medidas cautelares autorizadas pelo ministro André Mendonça está Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner e atual secretário do Meio Ambiente da Bahia.
Na decisão, a Polícia Federal aponta que Eduardo aparece em diálogos relacionados à cobrança de pagamentos, emissão de documentos e tratativas envolvendo a BN Financeira, empresa que os investigadores associam ao núcleo familiar do senador.
Apesar da repercussão nacional do caso, Eduardo segue no comando da Secretaria do Meio Ambiente sem qualquer anúncio de afastamento por parte do governo estadual.
A permanência do secretário no cargo já começa a ser questionada por adversários políticos e setores que defendem medidas de cautela administrativa enquanto a investigação avança.
Embora Eduardo Mendonça Sodré Martins não tenha sido condenado e tenha direito à ampla defesa e ao contraditório, cresce a cobrança para que Jerônimo Rodrigues explique por que mantém no primeiro escalão um auxiliar citado em uma investigação que apura supostos repasses financeiros, ocultação patrimonial, lavagem de dinheiro e relações envolvendo gestores ligados ao Banco Master.
Até o momento, o Palácio de Ondina não anunciou mudanças na equipe nem se pronunciou sobre a permanência do secretário no governo.
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