
O caso dos respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste voltou a colocar Rui Costa no centro de uma investigação pesada. Segundo reportagem da revista Veja, a Polícia Federal ainda tenta rastrear o destino de cerca de R$ 48 milhões pagos durante a pandemia para a compra de 300 respiradores que nunca foram entregues.
O negócio foi fechado em 2020, no momento mais dramático da Covid-19, quando pacientes agonizavam em hospitais e governos corriam atrás de equipamentos para salvar vidas.
O ponto que mais chama atenção é que, apesar do pagamento integral, a recuperação do dinheiro foi mínima. De acordo com a reportagem, os bloqueios judiciais alcançaram menos de 4% do total. O restante continua desaparecido. A suspeita dos investigadores é que a operação já teria nascido como uma grande fraude, envolvendo empresas de fachada, operadores, lobistas e movimentações financeiras para ocultar o caminho do dinheiro público.
A empresa contratada foi a Hempcare, descrita na reportagem como uma companhia cuja experiência comercial era ligada à venda de produtos derivados de maconha, não à produção ou fornecimento de respiradores hospitalares. A dona da empresa, Cristiana Prestes Taddeo, firmou colaboração premiada e relatou bastidores considerados obscuros da negociação.
Segundo a Veja, ela citou Rui Costa em depoimentos e afirmou que referências ao petista teriam sido minimizadas por investigadores no início da apuração.
Cristiana também relatou que passou a sofrer ameaças após colaborar com a Justiça. A reportagem diz que ela pediu entrada no programa de proteção a testemunhas por medo de represálias.
Rui Costa nega irregularidades, afirma ser vítima de pessoas mal-intencionadas e sustenta que foi ele quem tomou a iniciativa de apurar o caso.
A investigação segue em andamento, sem condenação definitiva dos citados.
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