
O caso dos respiradores do Consórcio Nordeste ganhou mais um capítulo constrangedor para Rui Costa. Segundo reportagem da VEJA, em plena pandemia, o então governador da Bahia disse em depoimento à Polícia Federal que o nome “Hempcare” não chamou sua atenção porque ele não tinha “pleno domínio da língua inglesa”.
A empresa foi contratada em 2020 para fornecer respiradores durante a pandemia, mas os equipamentos nunca foram entregues.
De acordo com a VEJA, a delegada federal Luciana Caires questionou Rui Costa sobre o fato de a Hempcare atuar com produtos à base de maconha. A explicação do petista foi que não sabia que “hemp”, em inglês, significa cânhamo/maconha, e que “care” significa cuidado.
A justificativa virou munição política porque a empresa recebeu cerca de R$ 48 milhões do Consórcio Nordeste para entregar 300 respiradores, mas o dinheiro sumiu quase todo e menos de 4% do valor foi recuperado.
A dona da Hempcare, Cristiana Prestes Taddeo, fechou colaboração premiada e relatou bastidores obscuros da operação, incluindo movimentações financeiras e supostas pressões após decidir colaborar com a Justiça.
Rui Costa nega irregularidades, afirma que foi vítima de pessoas mal-intencionadas e sustenta que tomou a iniciativa de apurar o caso.
A investigação segue em andamento, sem condenação definitiva dos citados.
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