
O Caso Banco Master atravessou definitivamente o calendário eleitoral da Bahia. Jaques Wagner foi intimado pela Polícia Federal para prestar depoimento no dia 7 de agosto, apenas dois dias depois do encerramento do prazo nacional para as convenções partidárias. Antes disso, em 1º de agosto, o senador deverá subir ao palanque da convenção governista no Parque de Exposições de Salvador, ao lado do presidente Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e de Rui Costa.
O encontro deverá oficializar as candidaturas da chapa petista, mas ocorrerá inevitavelmente sob o impacto da investigação que levou a PF a cumprir mandados de busca e apreensão contra Wagner em 18 de junho.
Segundo o jornalista Cláudio Humberto, setores do PT apostam que o envolvimento de políticos de diferentes partidos impedirá que o escândalo seja concentrado exclusivamente no palanque de Lula. A expectativa seria explorar o fato de Ciro Nogueira, ex-ministro de Jair Bolsonaro, também ter sido alvo da investigação, enquanto o governo tenta deslocar o debate para o tarifaço americano. A estratégia, porém, não elimina as perguntas dirigidas a Wagner: a PF apura possíveis vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, enquanto o senador nega ter recebido pagamentos ilegais ou atuado irregularmente.
A decisão que autorizou as buscas não representa denúncia nem condenação, e as defesas de Wagner e Ciro rejeitam as acusações.
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