O historiador e professor Marco Antonio Villa colocou quase 20 anos de governos do PT na Bahia no centro de uma dura crítica à segurança pública durante participação no PodTuba. Ao comentar o avanço do crime organizado e os índices de violência no Nordeste, Villa voltou os olhos diretamente para a Bahia e lançou uma pergunta que atinge em cheio o legado das administrações de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues: como um estado comandado pelo mesmo grupo político por quase duas décadas chegou a esse cenário?
Villa destacou que cinco das dez cidades citadas por ele entre as mais violentas do Brasil estão na Bahia e imediatamente relacionou o problema à longa permanência do PT no Palácio de Ondina.
“Como é que a Bahia tem quase cinco mandatos do PT, cinco mandatos consecutivos, quase 20 anos, e é o estado mais violento do Brasil? O que aconteceu? Algo está errado”.
Villa questionou abertamente por que os governos estaduais não conseguiram estabelecer, ao longo desse período, uma estratégia capaz de integrar inteligência, Polícia Militar e Polícia Civil para enfrentar a escalada da violência. “Será que os governos não conseguem ter uma política com a Polícia Militar e a Polícia Civil, que você faz um trabalho científico, que consiga enfrentar os problemas de violência?”, provocou.
Na sequência, citou Jequié e perguntou como uma cidade importante do interior baiano chegou a níveis tão elevados de criminalidade.
A crítica de Villa atinge um dos pontos mais sensíveis do debate político da Bahia em 2026. O PT governa o Estado desde 2007 e chega a mais uma eleição tendo que defender não apenas a atual gestão de Jerônimo Rodrigues, mas todo um ciclo iniciado com Jaques Wagner e continuado por Rui Costa. Segurança pública, portanto, deixa de ser apenas um problema administrativo do atual governador e passa a ser apresentada por Villa como uma espécie de balanço de quase 20 anos de um mesmo projeto político.

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