Não é fato isolado! 4 movimentos que tiram sono de Jerônimo Rodrigues

IA / Montagem TVS1

Faltando apenas 29 dias para o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, a disputa pelo Governo da Bahia entra numa fase em que um único número já não explica sozinho o cenário. O que começa a chamar atenção é a coincidência entre movimentos diferentes ocorridos nos últimos dias. ACM Neto aparece numericamente à frente de Jerônimo Rodrigues na AtlasIntel/A TARDE, enfrenta o governador em empate técnico, recebe novas adesões políticas e, ao mesmo tempo, transforma agendas pelo interior em atos de forte mobilização popular.

Separados, cada episódio permite diferentes interpretações. Juntos, começam a formar um retrato politicamente mais incômodo para o grupo que governa a Bahia.

O primeiro ponto é justamente a pesquisa. A AtlasIntel mostrou ACM Neto com 48,8% e Jerônimo Rodrigues com 47,5%. Pela margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados, portanto seria incorreto transformar 1,3 ponto em uma liderança consolidada. O peso político do levantamento está em outro lugar: o instituto ganhou atenção especial na Bahia depois de ter apontado a vitória de Jerônimo em 2022. Agora, na reta final de 2026, apresenta uma eleição absolutamente aberta e com Neto numericamente à frente. Isso desmonta qualquer tentativa de tratar a disputa como resolvida antecipadamente.

O segundo e o terceiro sinais vêm do território onde eleição para governador costuma ser decidida: os municípios. Nos últimos dias, a TVS1 mostrou o ex-prefeito Niltinho deixando a base de Jerônimo em Santa Bárbara e declarando apoio a ACM Neto. Em paralelo, Tacinho Mendes, prefeito de Jussara, e Afonso Mendonça, prefeito de Ibititá, fizeram críticas abertas ao governo estadual, citando falta de investimentos e dificuldades enfrentadas pelos municípios. A movimentação ganha ainda mais peso quando ocorre simultaneamente às imagens de rua. Em Governador Mangabeira, uma multidão acompanhou Neto, João Roma e Angelo Coronel a apenas um mês da votação.

Não significa voto automaticamente, porque rua cheia nunca substituiu urna, mas campanha eleitoral também é percepção, entusiasmo e capacidade de mobilização.

O quarto movimento é a tentativa da oposição de apresentar não apenas uma candidatura, mas uma estrutura de governo para o interior. Neste sábado, em Laje, ACM Neto antecipou que Zé Cocá terá função executiva de destaque caso a chapa vença, explorando justamente a experiência administrativa e municipalista do ex-prefeito de Jequié.

O desafio de Neto agora é transformar esse momento político em votos efetivos no dia 4 de outubro. Para Jerônimo, a missão é diferente: conter perdas políticas, recuperar a iniciativa da campanha e impedir que pesquisa, adesões e imagens de rua produzam a percepção de uma onda de mudança.




A eleição continua aberta.  O alerta para o governo, entretanto, está no conjunto: quando números, prefeitos e ruas começam a emitir sinais semelhantes ao mesmo tempo, já não se trata apenas de um episódio ruim de campanha.







Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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