
O atraso na circulação de ônibus em Salvador, na manhã deste domingo (25), segundo turno das eleições presidenciais, provocou transtornos aos eleitores e uma disputa sobre as responsabilidades pelo problema. Segundo a Prefeitura, sindicalistas participaram de uma adesivação clandestina de veículos com propaganda eleitoral do PT, provocando um impasse que retardou a saída de coletivos das garagens.
O prefeito Bruno Reis afirmou que houve problemas no consórcio Plataforma e acusou sindicalistas de tentar obrigar a circulação de veículos com adesivos do número 13.
A denúncia exige uma investigação criminal rigorosa, começando pela identificação dos dirigentes sindicais envolvidos. Fábio Primo, apontado como presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, deve prestar esclarecimentos sobre quem organizou, autorizou e executou a adesivação eleitoral dos ônibus. O Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal precisam apurar sua eventual participação e identificar todos os responsáveis. Caso sejam comprovados crimes e estejam presentes os requisitos previstos em lei, a Justiça deve determinar as medidas cabíveis, inclusive a prisão dos envolvidos.
Nenhuma liderança sindical pode se colocar acima da legislação eleitoral ou comprometer o transporte dos cidadãos sem responder por seus atos.
O caso ganhou contornos ainda mais graves depois que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e a recomposição integral da frota. O Ministério Público Eleitoral também constatou veículos retidos durante inspeções em garagens. Enquanto a Prefeitura atribui os atrasos à adesivação clandestina, a Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV, acusa a administração municipal de não assegurar a circulação necessária para o transporte dos eleitores.
As duas questões precisam ser investigadas com o mesmo rigor.
O ponto central é que nenhum grupo político, sindical ou autoridade pública está acima da lei. Se houve participação deliberada de sindicalistas em uma operação irregular que prejudicou o funcionamento do transporte, seus responsáveis devem ser identificados e responsabilizados.
A investigação deve alcançar todos os envolvidos, sem proteção partidária e sem impunidade.
Saiba mais
Flávio Bolsonaro e Lula entram na reta final da disputa presidencial após debates e pesquisas
TVS1 Notícias da Bahia, Salvador, Política e Esporte