
Em entrevista à A24, da Argentina, Simón Levy, presidente do The Americas Council, afirmou que Javier Milei sabia da saída de Flávio Bolsonaro e participou de parte da coordenação. Segundo Levy, a operação para levar o senador aos Estados Unidos foi organizada pelo Departamento de Estado americano, com autorização de Marco Rubio.
Ele também declarou que a rota inicialmente associada a Puerto Iguazú teria sido usada como despiste e que Flávio estaria sobrevoando a Venezuela.
O comunicado oficial de Migraciones registra que Flávio, a esposa e as duas filhas entraram na Argentina às 22h50 e embarcaram, às 23h30, em um voo privado cujo plano indicava Guayaquil, no Equador. La Nación noticiou que Santiago Caputo, assessor de Milei, estava em Misiones na noite da partida. O mesmo jornal informou que fontes do governo argentino negaram colaboração.
Levy, por sua vez, atribuiu participação a Milei.
Donald Trump declarou que aprovou a entrada de Flávio nos Estados Unidos, e a Associated Press informou que o Departamento de Estado emitiria vistos para a família.
O relato de Levy aponta para uma articulação entre o governo argentino e autoridades americanas, mas as fontes consultadas atribuem a coordenação ao Departamento de Estado e a Marco Rubio com a CIA comandando a operação.
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