
O avião citado em matérias recentes como usado por ACM Neto em deslocamentos pelo interior da Bahia é um Learjet 45, jato executivo bimotor, pressurizado e de alta performance. Tecnicamente, ele pertence a uma categoria muito próxima do Cessna Citation 560 XLS+, aeronave que transportava Eduardo Campos no acidente de 2014: ambos são jatos executivos, com dois motores, cabine pressurizada, operação em grande altitude e uso comum em viagens rápidas de autoridades, empresários e campanhas políticas.
A comparação com Eduardo Campos, portanto, não é política nem acusatória: é aeronáutica. O Citation 560 XLS+ que caiu em Santos era um jato executivo pressurizado, e o Learjet 45 citado nas viagens de ACM Neto também é um jato executivo pressurizado.
A diferença está no fabricante, no projeto e em detalhes de desempenho, mas a lógica operacional é parecida: aeronaves velozes, usadas em rotas regionais e nacionais, capazes de voar alto e dependentes de rigor máximo em manutenção, pressurização, planejamento meteorológico, treinamento de tripulação e tomada de decisão em emergência.
Por isso, a pane envolvendo ACM Neto merece ser tratada com seriedade técnica, sem chute, sem acusação e sem exploração irresponsável. Despressurização em voo não significa automaticamente sabotagem nem falha criminosa, mas é uma ocorrência grave, porque obriga a tripulação a descer rapidamente para altitude segura e seguir protocolo de emergência.
Em ano eleitoral, com agenda intensa pelo interior e deslocamentos frequentes em aeronaves executivas, o caso reforça uma regra básica da aviação: quando o passageiro é figura pública e a operação envolve pressão política, agenda apertada e grande exposição, todo cuidado com aeronave, operador, manutenção e histórico técnico deixa de ser detalhe e passa a ser questão de segurança.
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Pelo amor de Deus, se cuida!!!