
A Seleção Argentina ainda está viva na Copa, mas o assunto que explodiu depois da classificação não foi só bola rolando: foi a velha desconfiança de que a seleção de Lionel Messi estaria sendo ajudada pela arbitragem e pela própria FIFA. A crítica ganhou força após a eliminação do Egito, quando jogadores e comissão técnica reclamaram publicamente de decisões do árbitro francês François Letexier e do VAR.
Para muita gente, principalmente fora da Argentina, a impressão é simples: quando o jogo aperta, a dúvida costuma cair para o lado da camisa azul e branca.
A revolta egípcia não nasceu do nada. Mostafa Zico disse que o árbitro “nos perseguiu desde o início”, enquanto o técnico Hossam Hassan acusou a arbitragem de injustiça e chegou a levantar suspeitas sobre a condução da partida. O alvo principal foi o gol anulado do Egito após revisão do VAR e um possível pênalti não marcado antes da virada argentina.
Mesmo com especialistas defendendo parte das decisões, a sensação de favorecimento se espalhou rápido, porque esse tipo de lance, em Copa do Mundo, não morre no apito final.
O problema é que essa narrativa não começou agora. Desde a Copa do Mundo de 2022, quando a Argentina foi campeã no Catar e teve pênaltis marcados em jogos decisivos, adversários e torcedores passaram a tratar cada decisão favorável como prova de proteção. Diego Lugano, ex-zagueiro do Uruguai, já havia dito que a Argentina foi ajudada por penalidades naquele Mundial, declaração que virou combustível para quem acredita que Messi recebe um tratamento diferente por ser o maior nome do futebol mundial.
A verdade é que Messi pesa. Pesa no jogo, pesa no adversário, pesa na arquibancada e também pesa no clima ao redor da arbitragem. Isso não significa, automaticamente, fraude ou esquema, mas ajuda a explicar por que qualquer lance duvidoso vira incêndio quando envolve a Argentina.
O time de Lionel Scaloni construiu um ciclo histórico com Copa América, Copa do Mundo e outra campanha forte no Mundial, mas quanto mais vence, mais cresce a desconfiança.
No fim, a pergunta que fica é a que está tomando conta do mundo da bola: é domínio argentino ou a camisa de Messi ainda assusta até o apito?
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Conversa fiada