
Mensagens analisadas por investigadores indicam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria tido acesso antecipado a investigações sigilosas do Ministério Público Federal (MPF) relacionadas a negócios com o Banco de Brasília (BRB).
Vorcaro teria conhecimento prévio de pelo menos três apurações conduzidas pelo MPF sobre operações envolvendo o banco estatal, o que levantou suspeitas de vazamento de informações confidenciais e possível interferência no andamento das investigações.
O caso ganhou novo peso depois que a Polícia Federal passou a investigar o papel de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, em negociações com o Banco Master. As apurações buscam esclarecer se houve favorecimento institucional ou troca irregular de informações privilegiadas em operações financeiras que movimentaram centenas de milhões de reais entre as instituições, colocando o nome de Vorcaro e de dirigentes do banco estatal no centro do inquérito.
Outro episódio que chamou atenção foi um encontro em Londres, durante uma degustação de whisky, que reuniu o ministro do STF, Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o empresário Daniel Vorcaro e um diretor da Polícia Federal. A reunião gerou questionamentos sobre a proximidade entre autoridades e pessoas citadas nas investigações, enquanto a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou que pretende pedir ao STF acesso às provas do caso para avaliar a legalidade das apurações e garantir transparência no processo.
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