Chapa Credcesta: Jaques Wagner e Rui Costa chegam à disputa pelo Senado pressionados pelas conexão com banco Master

IA / Montagem TVS1

Os candidatos petistas Jaques Wagner e Rui Costa chegam à reta decisiva da disputa pelas duas vagas da Bahia no Senado carregando um apelido incômodo: “chapa Credcesta”. A expressão resume a ligação política e administrativa dos dois ex-governadores com o programa de crédito consignado criado dentro da estrutura do Estado e posteriormente incorporado à trajetória empresarial que ajudou a impulsionar o Banco Master.

A origem do caso passa pelos governos do PT na Bahia. O Credcesta foi estruturado a partir da antiga Cesta do Povo e ganhou acesso ao mercado de empréstimos consignados dos servidores estaduais.

Em 2018, durante o governo Rui Costa, a Empresa Baiana de Alimentos, a Ebal, foi vendida em leilão por R$ 15 milhões. A negociação incluiu ativos relacionados à Cesta do Povo e ao programa de crédito.

O negócio aproximou a operação do empresário Augusto Lima, criador do Credcesta e posteriormente sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Segundo relatórios da Polícia Federal divulgados pela imprensa, Lima teria participado da criação de carteiras de crédito consideradas fraudulentas e repassadas ao Banco de Brasília. A defesa do empresário nega irregularidades e afirma que ele deixou o Master antes dos fatos investigados.




A passagem de Rui Costa pelo governo também é questionada por causa de um decreto publicado em 2022. A medida estabeleceu regras que, na prática, impediram servidores estaduais de transferir determinados contratos do Credcesta para instituições que oferecessem juros menores. Rui nega ter beneficiado o Banco Master e sustenta que as decisões de sua administração seguiram critérios legais.

A situação de Jaques Wagner ficou ainda mais delicada após a divulgação de documentos da Polícia Federal. Conversas apreendidas pelos investigadores mencionam operadores ligados ao Master discutindo a negociação de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões destinado à filha do senador. Wagner confirmou que participou da negociação, declarou que pretendia ajudar a filha e negou qualquer ilegalidade.

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Outros documentos também apontaram o envio de presentes e a proximidade entre pessoas ligadas ao Banco Master e integrantes do círculo político de Wagner. A investigação ainda está em andamento, e a presença do nome do senador nos relatórios não representa condenação. Cabe às autoridades determinar se houve crime ou favorecimento indevido.

O impacto eleitoral, entretanto, já existe. Wagner e Rui concorrem juntos às duas cadeiras da Bahia no Senado dentro da chapa liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues. Com os dois ex-governadores politicamente associados à origem, expansão e venda do Credcesta, a oposição ganha um argumento direto para explorar durante a campanha.

Chapa Credcesta. O rótulo é uma referência política às decisões tomadas nos governos dos dois candidatos e às conexões reveladas pelo escândalo do Banco Master. Wagner e Rui têm direito de apresentar suas versões e esclarecer aos eleitores qual foi, efetivamente, a responsabilidade de cada um na criação e no fortalecimento da operação.




Saiba mais

Entenda como o Credcesta saiu da estrutura do governo da Bahia e entrou no centro do escândalo do Banco Master

https://tvs1.com.br/rui-costa-jaques-wagner-credcesta-origem-baiana-banco-master/ 




Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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