
Michelle Bolsonaro tentou apagar o incêndio nesta quinta-feira (25) e negou que exista briga, raiva ou competição com Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL. Mas o recuo veio depois de um vídeo forte, no qual a ex-primeira-dama disse ter sido “humilhada”, “maltratada” e até “apunhalada” pelo enteado durante uma conversa sobre articulações políticas no Ceará.
A crise começou por causa da aproximação do PL com Ciro Gomes no Ceará, movimento que Michelle criticou publicamente. Segundo ela, aliados de Flávio a trataram “como idiota”, e o senador não teria valorizado seu apoio.
A fala escancarou uma disputa interna delicada: de um lado, Michelle, com força entre evangélicos e mulheres da direita; do outro, Flávio, escolhido por Jair Bolsonaro para carregar o sobrenome na corrida presidencial.
Mesmo tentando colocar panos quentes, Michelle deixou claro que a ferida existe. A mensagem posterior, dizendo que os dois vão trabalhar juntos contra Lula, teve cara de contenção de danos para evitar que a crise familiar vire munição eleitoral.
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